Médico do Husm é condenado por estelionato - Diário de Santa Maria

Decisão judicial19/10/2016 | 15h15Atualizada em 19/10/2016 | 15h15

Médico do Husm é condenado por estelionato

Airton Kwiatkowski registrava a jornada no ponto, mas não permanecia no local para desempenhar suas funções

Médico do Husm é condenado por estelionato Jean Pimentel/Agencia RBS
Foto: Jean Pimentel / Agencia RBS

Mais um professor da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) foi condenado por estelionato. Airton Kwiatkowski, que era médico do Hospital Universitário (Husm) e também atuava como docente na universidade, foi condenado a quatro anos, cinco meses e 10 dias de reclusão, em regime semiaberto, e ao pagamento de 750 salários-mínimos. A decisão é do juiz Jorge Luiz Ledur Brito, da 2ª Vara Federal de Santa Maria.

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Conforme o Ministério Público Federal (MPF), autor da ação, Kwiatkowski, que era do setor de cirurgia torácica, registrava a jornada de trabalho no ponto eletrônico biométrico. No entanto, na maioria das vezes, ele não permanecia no local para trabalhar. Conforme a denúncia, ele estava presente no local apenas nos horários de início e final da jornada. Ainda conforme o MPF, o caso ocorreu até 17 de outubro de 2014, mas não se sabe a data em que o médico teria começado a agir dessa maneira.

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Segundo a decisão, o fato foi comprovado, dentre outras provas, por imagens de câmeras de vigilância do Husm, que mostrariam o médico registrando o ponto e saindo em seguida. Depoimentos dos funcionários do hospital teriam confirmado que o médico não era assíduo.

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Em sua defesa, Kwiatkowski afirmou que prestou mais de 39 anos de serviço sem responder a processo administrativo por falta ou negligência. Teria dito ainda que precisava sair do Husm para resolver problemas do trabalho e que acumulava funções. O médico disse que há registros de que atuou mesmo em férias e que participou de praticamente todas as cirurgias realizadas.

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Para o juiz, o médico causou prejuízo à universidade ao simular cumprir sua função e também ao tentar disfarçar suas ausências, pedindo que seu nome fosse colocado em cirurgias das quais não participou.

Além da pena de reclusão e multa, Kwiatkowski deverá ressarcir o dano causado à UFSM correspondente à remuneração total recebida como médico nos meses de abril a julho e setembro de 2014, atualizado monetariamente. Ainda cabe recurso à decisão.

Com informações da assessoria de imprensa do Ministério Público Federal 

 
 

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