HUSM passa a ofertar teste do suor para diagnóstico de fibrose cística pelo SUS  - Diário de Santa Maria

Saúde11/10/2016 | 15h40Atualizada em 11/10/2016 | 15h40

HUSM passa a ofertar teste do suor para diagnóstico de fibrose cística pelo SUS 

Até o primeiro semestre deste ano, só três hospitais no Rio Grande do Sul estavam aptos a fazer o diagnóstico completo

O Hospital Universitário de Santa Maria (Husm) passa, agora, a ser o único a realizar o teste da condutividade do suor para diagnóstico da fibrose cística pelo Sistema Único de Saúde (SUS) na Região Central.

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De acordo com a assessoria de imprensa do hospital, em setembro, o ambulatório de pediatria do Husm adquiriu um equipamento para realizar o teste de condutividade do suor nas crianças. O teste é indolor, rápido e pode ser realizado após as primeiras 48h de vida. O aparelho custou R$ 25,2 mil. 

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Para que essa criança consiga se desenvolver com mais qualidade de vida, o diagnóstico precoce é fundamental. Porém, no interior do Estado não havia hospitais públicos que realizassem o teste.

Até o primeiro semestre deste ano, só três hospitais no Rio Grande do Sul estavam aptos a fazer o diagnóstico completo, o que acrescenta dificuldade de confirmar a doença. 

O exame será ofertado para pacientes atendidos no ambulatório de pediatria do hospital e não será para atender demandas espontâneas. Isso significa que os médicos que atendem a crianças, caso suspeitem da doença, irão solicitar o teste do suor para auxiliar no diagnóstico.

Sobre a doença

Conforme a Associação Gaúcha de Assistência à Mucoviscidose (Agam), a doença é genética e atinge principalmente caucasianos e faz com que o corpo produza um muco mais espesso que o normal no pulmão. A eliminação se torna difícil, e, com o acúmulo, há proliferação de bactérias, o que causa problemas, como diabetes, infertilidade, doenças do fígado e fragilidade óssea, além de baixar a imunidade. Além disso, pâncreas e intestino não cumprem suas funções, o que exige medicação constante. Caso contrário, a digestão dos alimentos não é feita.

No Brasil, a expectativa de vida de pessoas com a fibrose cística é de 38 anos. A morte, geralmente, ocorre por insuficiência respiratória. Por isso, a família de Martin sofreu com o diagnóstico, mas não titubeou e partiu logo para o tratamento, que precisa ser ininterrupto e por toda a vida. Fisioterapia, fonoaudiologia e suplementação alimentar são previstos.

* Com informações da Assessoria de Imprensa do Husm.

 
 

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