Suspeita de maus-tratos a animais é investigada por estelionato em Santa Maria - Diário de Santa Maria

Caso dos cachorros do sobrado23/09/2016 | 12h29Atualizada em 23/09/2016 | 14h13

Suspeita de maus-tratos a animais é investigada por estelionato em Santa Maria

Elis Parode vivia em um sobrado onde foram encontrados 25 cadáveres de cães no início deste mês

Suspeita de maus-tratos a animais é investigada por estelionato em Santa Maria Maiara Bersch/Agencia RBS
Foto: Maiara Bersch / Agencia RBS

A Polícia Civil instaurou um inquérito para investigar a presidente do Grupo de Apoio Santa-mariense de Proteção Animal (Gaspa) pelo crime de estelionato em Santa Maria. Elis Parode já é investigada pelo crime de maus-tratos a animais. Ela vivia em um sobrado na Avenida Medianeira onde, no dia 14 deste mês, foram encontrados 25 cadáveres de cães.

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De acordo com Andrea Brasil, protetora de animas independente e gestora da página Somos Pet no Facebook, havia receio de que a punição da suspeita "fosse branda", por isso, foi feita a denúncia à Polícia Civil.

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A investigação, inicialmente, dava conta somente da questão de maus-tratos, que é um crime ambiental. A pena prevista é de três meses a um ano de prisão e podia aumentar em até mais quatro meses, já que os animais morreram.

Em caso de condenação, como a pena não chegaria a quatro anos e pode ser substituída por uma prestação de serviços ou pagamento de multa. Já estelionato é um crime contra o patrimônio e prevê a prisão de um a cinco anos, além de multa.

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O delegado André Diefenbach, titular da 3ª Delegacia de Polícia (3ª DP) e responsável pela investigação, relata que existe a suspeita de que Elis tenha se utilizado de doações destinadas ao Gaspa para outro fim que não o cuidado de animais em situação de abandono. O delegado relata que não sabe quantas pessoas teriam feito doações, mas algumas já foram identificadas.

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Elis ainda não foi localizada para prestar esclarecimentos à polícia. Ela também não retornou as ligações que o Diário fez para o seu celular.

Relembre o caso 
Os cadáveres dos cães foram encontrados no último dia 14, depois que um oficial de Justiça e dois advogados de uma imobiliária foram até o sobrado alugado por Elis para cumprir uma ação de despejo. Ela morou no local nos últimos dois anos, mas nunca havia pagado aluguel.

Segundo levantamento de técnicos da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), alguns animais teriam morrido há pelo menos 10 meses, devido ao estado de decomposição dos cadáveres.



 

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