Retirada de disciplinas e alterações no currículo escolar devem gerar mudanças na estrutura das escolas - Diário de Santa Maria

Repercussão22/09/2016 | 20h45Atualizada em 22/09/2016 | 20h45

Retirada de disciplinas e alterações no currículo escolar devem gerar mudanças na estrutura das escolas

Professores de Santa Maria contam que se surpreenderam com o anúncio da Medida Provisória pelo governo federal

Retirada de disciplinas e alterações no currículo escolar devem gerar mudanças na estrutura das escolas @MichelTemer/Twitter/Reprodução
Foto: @MichelTemer / Twitter/Reprodução
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Não foram só os estudantes que se surpreenderam com as mudanças no Ensino Médio, anunciadas ontem pelo governo federal. A maioria dos docentes e profissionais da área de educação de Santa Maria disseram estar surpresos com as alterações, propostas pela medida provisória (MP), que afetam o conteúdo e o formato das aulas.

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Em resumo, o novo Ensino Médio conta com a ampliação gradual da carga horária (de 800 horas para 1,4 mil horas anuais), implementação da escola em turno integral e, um dos pontos mais polêmicos, a flexibilização do currículo escolar, na qual os alunos poderão escolher entre cinco áreas acadêmicas para dar ênfase a partir da metade do segundo ano. 

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Com isso, pelo menos quatro disciplinas deixarão de ser obrigatórias ao final da educação básica: artes, educação física, filosofia e sociologia. Caberá às escolas e redes de ensino definir quais delas serão oferecidas em sala de aula. 

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Em Santa Maria

Para Sandra Regio, diretora do núcleo local do Cpers/Sindicato, a medida provisória é um retrocesso na história da educação brasileira.

– É um atraso, estamos voltando no tempo. Estão sendo retiradas as disciplinas que fazem com que os alunos pensem. A escola vai formar robôs e não mais cidadãos. Essas reformas não foram feitas com consulta à classe docente. Tudo o que é implantado de cima para baixo nós somos contra – comenta. 

O diretor do Colégio Marista Santa Maria, Carlos Sardi, afirma que o anúncio das mudanças o surpreendeu. 

– Não tivemos tempo de aprofundar a discussão, principalmente em termos de acesso ao conteúdo completo das modificações. Embora a gente venha acompanhando os discursos, as alterações na estrutura curricular nos pegaram de surpresa. São mudanças bastante profundas. As proposições são intensas, mexem com a estrutura do Ensino Médio, e com certeza vão mexer com as estruturas das escolas – ponderou. 

De acordo com a coordenadora pedagógica do Colégio Riachuelo de Camobi, Milena Pedroso, as mudanças se aproximam do modelo antigo, mas pode haver um lado positivo. 

– Fala-se sobre isso há um tempo, mas ninguém sabia ao certo o teor dessas alterações. O lado bom é que há a possibilidade de encaminhamento para a área de interesse do aluno. O lado negativo é a necessidade da adaptação curricular nas escolas. Se muda a base curricular, muda a base de avaliação e, mudam-se os critérios – comenta Milena, sobre a possibilidade de alterações no Enem, hoje a principal forma de acesso às universidades do país. 

A diretora do Colégio Manoel Ribas, Rosângela de Freitas disse que precisará fazer uma avaliação mais detalhada para se posicionar.

 

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