Professora de Medicina vira ré em processo de estelionato contra a UFSM - Diário de Santa Maria

Acusação26/09/2016 | 14h36Atualizada em 27/09/2016 | 14h04

Professora de Medicina vira ré em processo de estelionato contra a UFSM

Eliana Márcia Da Ros Wendland teria exercido atividade profissional em consultório particular apesar do contrato de dedicação exclusiva

Professora de Medicina vira ré em processo de estelionato contra a UFSM Gabriel Haesbaert/Especial
Foto: Gabriel Haesbaert / Especial

A professora de Medicina Eliana Márcia Da Ros Wendland virou ré em um processo de estelionato contra a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).

Conforme denúncia do Ministério Público Federal (MPF), ela teria desempenhado atividade profissional em consultório particular apesar de ter sido contratada com dedicação exclusiva pela UFSM. O valor do prejuízo causado aos cofres públicos ainda deve ser calculado.

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A irregularidade teria acontecido entre janeiro de 2010 e outubro de 2011. Eliana atuava como professora adjunta.

Conforme o advogado Mario Cipriani, que representa a professora, "há um grande erro na acusação".

– Provas documentais comprovam a inocência dela – afirma.

Cipriani diz que o Instituto de Previdência do Estado do Rio Grande do Sul (Ipergs) admitiu, durante um Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD) da própria universidade, que houve equívoco no lançamento de comprovantes de serviços supostamente prestados por ela. Isso quer dizer que o comprovante estaria no nome de Eliana, mas ela não teria prestado o serviço. Na época, a professora teria vínculo com um consultório, que não era dela, onde deixou de trabalhar depois que firmou o contrato de dedicação exclusiva com a universidade.

Professor da UFSM é condenado por estelionato e deve pagar R$ 340 mil

Além disso, o contrato com a UFSM vigorou de outubro de 2010 até outubro de 2011, período em que residiu em Santa Maria. Entre fevereiro e julho de 2010, ela esteve no Rio Grande do Norte, onde exerceu atividade como professora na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

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Quando terminou o contrato com a UFSM, Eliane deixou Santa Maria e foi para Porto Alegre, onde, hoje, exerce atividade profissional no Departamento de Saúde Coletiva da Universidade Federal de Ciência da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA).

– Vamos pedir a absolvição sumária – conclui Cipriani.

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No entendimento da Justiça, há indícios de fraude, ou seja, a professora teria obtido vantagem ilícita (trabalhar em consultório particular mesmo com contrato de dedicação exclusiva) enganando a UFSM.

Dez professores da UFSM já foram condenados pelo mesmo crime do qual Eliana é acusada. São três médicos e 15 dentistas processados por estelionato.

 
 

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