Polícia Civil e Susepe restringem serviços em Santa Maria devido ao parcelamento de salários - Diário de Santa Maria

Operação-padrão01/09/2016 | 10h00Atualizada em 01/09/2016 | 10h00

Polícia Civil e Susepe restringem serviços em Santa Maria devido ao parcelamento de salários

Paralisação deve se estender até que vencimentos sejam quitados

Polícia Civil e Susepe restringem serviços em Santa Maria devido ao parcelamento de salários João Pedro Lamas / Agência RBS/Agência RBS
Delegacia de Polícia de Pronto-Atendimento (DPPA), na Rua dos Andradas, vai atender somente casos considerados graves Foto: João Pedro Lamas / Agência RBS / Agência RBS

Servidores da Polícia Civil e da Superintendência de Serviços Penitenciários (Susepe) de Santa Maria restringiram a prestação de serviços na área da segurança pública nesta quinta-feira, devido ao parcelamento de salários, medida adotada pelo governo do Estado. A medida deve se estender até a quitação da folha.

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Conforme Pablo Mesquita, dirigente do Sindicato dos Escrivães, Inspetores e investigadores de Polícia (Ugeirm), cerca de 50 servidores estão reunidos na Delegacia de Polícia de Pronto-Atendimento (DPPA), que fica na Rua dos Andradas, no Centro. Eles trabalham em operação-padrão, ou seja, somente casos de ¿maior potencial ofensivo¿ – como assaltos, crimes contra a vida e tráfico de drogas – serão atendidos na DPPA. Demais crimes devem ser registrados por meio da Delegacia Online. Além disso, as investigações enfrentam restrições.

Já a Susepe restringiu as escoltas de detentos e o número de visitantes permitidos nas casas prisionais. Conforme o coordenador regional da Associação dos Monitores e Agentes Penitenciários do Rio Grande do Sul (Amapergs), Fernando Frey, "as escoltas para audiências foram reduzidas quase que na totalidade", tendo sido mantidas as para atendimentos de saúde. Além disso, caiu de dois para um o número de pessoas permitidas durante as visitas.

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Representantes das associações dos Bombeiros do Estado do Rio Grande do Sul (Abergs) e dos Servidores de Nível Médio da Brigada Militar (Abamf) garantem que não há restrição nos serviços, mas afirmam que a categoria deve se reunir ainda nesta quinta para discutir mobilizações.

– É possível que o bloco da segurança pública (que reúne policiais civis, militares, bombeiros e agentes penitenciários) se reúna para mobilizações a partir da semana que vem, caso a situação persista. Isso ainda está em discussão – diz o coordenador regional da Abergs, Cleiton da Cruz.

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O Piratini confirmou, na terça-feira, que iria parcelar novamente o salário dos servidores. O depósito de R$ 800 foi feito na última quarta-feira nas contas dos trabalhadores. É possível que sejam feitos novos depósitos nos próximos dias, conforme a arrecadação entrar no caixa do Estado.

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A quitação completa deve acontecer até 13 de setembro, após a entrada de valores referentes à substituição tributária e ao ICMS dos combustíveis, energia elétrica, telecomunicações e do comércio.

Para pagar o restante dos salários será preciso R$ 990 milhões.

 

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