Militares de Santa Maria contam como foi trabalhar na segurança dos Jogos Olímpicos 2016 - Diário de Santa Maria

De volta24/09/2016 | 11h03Atualizada em 24/09/2016 | 11h03

Militares de Santa Maria contam como foi trabalhar na segurança dos Jogos Olímpicos 2016

Tropas trabalharam nas Linhas Amarela e Vermelha, trecho de estradas rodeado de favelas da capital fluminense

Militares de Santa Maria contam como foi trabalhar na segurança dos Jogos Olímpicos 2016 Jean Pimentel/Agencia RBS
Lembranças na bagagem: Sargentos do 29ª BIB, Francine, Thais e Franciele estiveram na missão Foto: Jean Pimentel / Agencia RBS

Nos últimos dias, Santa Maria recebeu de volta os 413 militares que participaram das ações de segurança nos Jogos Olímpicos 2016. Na bagagem, o contingente trouxe saudade da família e muita história para contar. A começar pela própria incerteza da ida.

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O grupo, que integra o 29º Batalhão de Infantaria Blindada (29º BIB), treinou por seis meses para estar preparado para prestar atendimentos médicos, fazer abordagens a veículos e revistas a suspeitos. Mas a tropa era reserva. A confirmação de que a viagem ao Rio aconteceria de fato só viria algumas semanas antes da partida, no dia 20 de junho.

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– A confirmação veio muito depois do início do treinamento, mas não nos dedicamos menos porque não havia certeza. Encarávamos como certa a ida. Queríamos fazer bem o nosso trabalho e, para isso, precisávamos estar preparados – conta a 3º sargento Francine Pedrozo de Oliveira, 35 anos.

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No Rio, os militares foram destinados aos Comandos de Defesa Setorial (CDS) Barra, Deodoro e Maracanã, atuando nas Linhas Amarela e Vermelha, estradas que fazem a ligação entre o pedágio e Aeroporto Internacional do Galeão, por onde passavam as delegações. O trecho é rodeado pelas favelas do Alemão e Maré.

– A realidade no Rio é muito diferente. Era necessário cautela. Mas recebemos treinamento também por lá – contou Thais Rodrigues Silveira, 24 anos, 3º sargento, que, em 2014, participou da missão de pacificação no Complexo da Maré.

Cada pelotão tinha 30 militares que, no dia a dia, ficavam seis horas de prontidão (prontos para entrar em serviço) e outras seis distribuídos em pontos fixos. Apesar de toda a organização, os militares viveram momentos tensos. Integrantes de facções das favelas se impuseram à autoridade do Exército, exibindo-se armados com fuzis. Tiros também eram ouvidos com regularidade. Não houve atentados contra a tropa, mas, por várias vezes, as viaturas foram apedrejadas.

A situação de maior tensão enfrentada foi o ataque a um carro da Força Nacional que transitava no Complexo da Maré, na região norte do Rio de Janeiro. O agente Hélio Andrade foi baleado na cabeça e morreu. O resgate dos demais colegas teve participação de militares de Santa Maria. Fora isso, o evento transcorreu com ¿a garantia da lei a da ordem¿, como diz o general da 6ª BIB, Giovany Carrião.

Nos últimos dias no Rio, as tropas começaram a fazer a segurança nas estações de metrô. Eles relataram que se sentiram contentes quando espectadores dos jogos aplaudiam e lhes agradeciam pelo trabalho. Sentiram que a população confiava no trabalho do Exército.


 
 

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