Husm enfrenta falta de transporte para transferir pacientes a hospitais da região - Diário de Santa Maria

Leitos de retaguarda05/09/2016 | 13h35Atualizada em 05/09/2016 | 16h14

Husm enfrenta falta de transporte para transferir pacientes a hospitais da região

Prefeituras são responsáveis por disponibilizar ambulâncias para o transporte

Husm enfrenta falta de transporte para transferir pacientes a hospitais da região Germano Rorato/Agencia RBS
O limite no PS são 24 leitos de urgência e emergência e 19 macas de observação, mas, atualmente, esse número varia de 45 até 50 Foto: Germano Rorato / Agencia RBS

Desde 10 de agosto, o Hospital Universitário de Santa Maria (Husm) passou a transferir pacientes para cidades da região como forma de desafogar o Pronto-Socorro (PS), mas a instituição tem enfrentado dificuldades com relação ao transporte dos pacientes.

Para reduzir superlotação, Husm passa a enviar pacientes a outras cidades da região

Conforme a nota técnica que regulamenta a medida, a prefeitura do município de onde veio o paciente é a responsável por disponibilizar a ambulância. Por exemplo, se um paciente é de Nova Palma e ele consegue uma vaga em um dos hospitais cadastrados, a prefeitura de Nova Palma é quem tem que providenciar o transporte. E é aí que está o entrave.

Mais dois hospitais da região passam a ofertar leitos de retaguarda para o Husm

A assessoria de comunicação do Husm informa que houve casos em que todo o processo para viabilizar a vaga foi superado, mas a transferência não foi possível porque faltava o transporte. Até agora, 25 das 40 vagas disponibilizadas foram preenchidas, sendo que há 50 pacientes em condições de transferência. Como 60% dos pacientes do Husm são de Santa Maria, diz a assessoria, a maior incidência com falta de transporte é com a prefeitura do município.

Avançam negociações para oferta de leitos de retaguarda ao Husm por dois hospitais da região

O chefe de gabinete da Secretaria de Saúde, Guilherme Ribas, admite que houve uma situação em que faltou transporte, mas nega que seja uma situação recorrente.

– Houve um dia, em agosto, em que foram pedidas quatro transferências, de tarde, e não havia condições de fazer todas na mesma hora. Temos entre seis e sete ambulâncias para toda a cidade. Então, a situação se estendeu até a noite. Mas todas foram feitas. Não há falta de transporte. Inclusive, deixei meu telefone com os assistentes sociais para tratar de todas as transferências. O que acontece, muitas vezes, é de haver todo o processo e o paciente desistir no final – relata Ribas.

Dois hospitais cadastrados ainda não recebem pacientes do Husm

Os assistentes sociais são responsáveis por conversar com a família do paciente e com o próprio paciente para saber se há interesse na transferência. Depois se entra em contato com o hospital onde há a vaga e é acertada a transferência. 

Das 25 vagas ocupadas até agora dos 40 leitos de retaguarda disponíveis, 15 são de Santa Maria.

Custos e regras

A nota técnica do Estado diz que foi ofertado apoio "em caráter excepcional e temporário para os meses de agosto, setembro e outubro de 2016, através do custeio e regulação de 40 leitos clínicos para retaguarda". Cada um dos hospitais vai ofertar 10 vagas. Hoje, há quatro cadastrados.

O Estado deve investir R$ 612 mil na contratação dos serviços.

 

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