Ex-integrantes do Gaspa deixaram entidade por divergências com a presidente - Diário de Santa Maria

Caso dos cães do sobrado19/09/2016 | 07h58Atualizada em 19/09/2016 | 07h58

Ex-integrantes do Gaspa deixaram entidade por divergências com a presidente

Notícia dos 25 cadáveres de cães encontrados na casa em que ela era locatária os surpreendeu

Ex-integrantes do Gaspa deixaram entidade por divergências com a presidente Maiara Bersch/Agencia RBS
Foto: Maiara Bersch / Agencia RBS

Dois ex-integrantes do Grupo de Apoio Santa-Mariense de Proteção Animal (Gaspa) receberam a notícia da localização de 25 cadáveres de cães na casa em que a presidente, Elis Dal Forno Parode, era locatária, com surpresa.

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Eles preferiram não se identificar e contaram que participaram durante um ano, entre 2012 e 2013, e deixaram a entidade por conta de divergências com Elis. Apesar disso, relatam que a relação era tranquila.

– Ela tinha essa questão de pegar os animais e dar abrigo. Qualquer animal de rua. Era com isso que a gente não concordava porque é necessário um cuidado diferente com animal de rua, já que por mais que esteja na cidade, é selvagem e tem a questão da saúde – explica um deles, que atua na área de medicina veterinária.

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O Diário conversou com o adestrador Sérgio Loreto, que tem um número de telefone atrelado ao pet shop de Elis. Ele contou à reportagem que levava animais abandonados até ela porque era uma pessoa conhecida como defensora dos animais, como poderia levar qualquer outra pessoa de perfil semelhante, mas não tinha qualquer relação mais próxima.

– Fui surpreendido com a situação. Um absurdo aquele lugar. Terrível. Fui atrás dela para saber o que aconteceu, mas não lhe encontrei – relata.

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A Gaspa existe desde 2012 e foi considerada de utilidade pública, via lei municipal, em 30 de junho de 2014. Cerca de seis membros participavam. Desde 2015, no entanto, as atividades reduziram e Elis ficou como única integrante.

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A reportagem tem tentado contato com Elis via telefone celular desde a última quinta-feira, mas até às 7h50min desta segunda-feira não obteve retorno.

O caso
Os cadáveres dos cães foram encontrados na manhã da última quarta-feira depois que um oficial de Justiça e dois advogados de uma imobiliária foram até um sobrado, na Avenida Medianeira, para cumprir uma ação de despejo. Elis, locatária do imóvel, morou no local nos últimos dois anos, mas nunca pagou aluguel.

Segundo a própria Elis, que conversou com a reportagem do Diário da última quarta, ela não estava morando na casa há pelo menos três meses. Ela afirmou que não tinha ideia de como esses cães foram parar lá.

– Eu estou até um pouco em choque com essa notícia. Estou sem ir lá há três meses. Só estive lá para pegar as minhas coisas e trazer para cá. Tem pessoas que me ajudavam lá. Alguns animais eu deixei em lar temporário. Nós estávamos com uma média de 25 cães mais ou menos, nessa base, que estavam sendo cuidados. Então eu acabei não tendo mais nenhum envolvimento, mais nenhuma preocupação com isso. As minhas coisas, pessoais, estão lá, inclusive – disse.

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