"Eu acordei com uma ligação, e disseram que meu filho estava morto", diz pai de taxista  - Diário de Santa Maria

Violência28/09/2016 | 12h11Atualizada em 28/09/2016 | 13h14

"Eu acordei com uma ligação, e disseram que meu filho estava morto", diz pai de taxista 

Alex Carpes Gallina, 41 anos, foi morto a tiros no commeço da madrugada desta quarta-feira 

"Eu acordei com uma ligação, e disseram que meu filho estava morto", diz pai de taxista  Polícia Civil/Divulgação
Foto: Polícia Civil / Divulgação

O mecânico aposentado Pedro Gallina, 70 anos, foi acordado por uma ligação da polícia no início da madrugada desta quarta-feira em Santa Maria:
– E disseram que meu filho estava morto.

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Alex Carpes Gallina, 41 anos, trabalhava há três meses como auxiliar de táxi no ponto da Estação Rodoviária e foi acionado via rádio para fazer uma corrida a partir do ponto da Avenida Borges de Medeiros, próximo à 6ª Brigada de Infantaria Blindada (6ª BIB). No local, embarcou um passageiro que sinalizou para onde pretendia ir.

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Às 00h20min, um morador acionou a Brigada Militar (BM), pois tinha estranhado que havia um táxi parado no meio da Rua Arapongas, no bairro Juscelino Kubitschek. Ela disse que se aproximou do carro pela janela do passageiro e tentou chamar a atenção do taxista, quando percebeu que o motorista estava morto.

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O óbito foi constatado pela BM e pela Polícia Civil assim que chegaram no local.

Alex foi morto com pelo menos um tiro. A principal hipótese é de latrocínio (matar para roubar), mas ainda é aguardado o resultado da perícia para que haja a confirmação. Não se sabe ainda se algo foi levado do taxista.

Apesar disso, o caso já foi remetido à 2ª Delegacia de Polícia (2ª DP) ao invés de ir para a Delegacia Especializada de Homicídios e Desaparecidos (DHD), pois latrocínio é tratado "como um crime contra o patrimônio com resultado morte", explicou a delegada Roberta Trevisan, que prestou o atendimento inicial.

Pouco tempo depois da chegada da polícia ao local onde o taxista foi encontrado morto, o pai dele recebeu a ligação.

– Ele era um filho exemplar, trabalhador. Não tinha motivo para terem feito isso com ele – desabafa Pedro.

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O corpo de Alex é velado em uma das capelas do Cemitério Santa Rita de Cássia desde o começo da manhã. O enterro está previsto para as 17h e será no mesmo cemitério.

Ele estava junto da companheira, Michele Filipin, com quem vivia, há sete anos. Tinha dois irmãos. Antes de trabalhar como taxista, exerceu a função de mecânico.

Conforme a Associação dos Condutores de Táxi de Santa Maria (Atasm), ao qual Alex era vinculado, haverá uma concentração de taxistas às 15h, na Gare. A partir deste horário, o grupo sairá em passeata pedindo por segurança. O destino dos taxista é o Fórum da cidade.

 
 

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