Após dois meses, militares que atuaram na Olimpíada retornam para Santa Maria - Diário de Santa Maria

Saudade21/09/2016 | 17h00Atualizada em 22/09/2016 | 07h06

Após dois meses, militares que atuaram na Olimpíada retornam para Santa Maria

Ao todo, 413 policiais da cidade reforçaram a segurança dos Jogos Olímpicos

Após dois meses, militares que atuaram na Olimpíada retornam para Santa Maria Maiara Bersch/Agencia RBS
Foto: Maiara Bersch / Agencia RBS

A manhã desta quarta-feira foi para matar a saudade. Saudade que era alimentada há dois meses por conta da distância de 1,7 mil km que separava 320 militares de Santa Maria e seus familiares.

Ao todo, 413 policiais deixaram a cidade em 20 de julho para reforçar a segurança dos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro. Nesta quarta, por volta das 11h, a maioria deles foi recebida em casa, no 29º Batalhão de Infantaria Blindada (29º BIB), onde aconteceu a solenidade de formatura.

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Melany Batista, 23 anos, companheira do sargento Maurício Krewer, 23, se esforçava para controlar ansiedade. A tortura começou três semanas antes da viagem, quando Krewer ficou sabendo que iria ao Rio e contou a notícia para Melany. Na época, ela estava grávida de três meses. Apesar de saber que o evento era uma oportunidade única, confessou à reportagem que tentou convencê-lo a não ir.

– Eu fiquei apreensiva com a segurança dele. Havia várias notícias sobre a questão de terrorismo, mais a situação da violência no Rio, então eu não queria que ele fosse. Mas, ele me disse que iria representar o seu país. Ele sempre vai ter meu apoio. Mas, foram várias as vezes que eu tentei convencê-lo (de não ir) – confessa.

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Já a professora Caroline Mendes, 35, aguardava o marido, o sargento Régis Melo, 38, junto da filha Valentina, 3, e aparentava expectativa, mas não ansiedade. Ela contou à reportagem que o motivo foi uma experiência anterior, quando Melo foi para o Haiti.

– É claro que eu fiquei preocupada. A questão da segurança tem sido muito noticiada. Mas, desta vez, foi por menos tempo (o período longe de casa) e dentro do país. Para trabalhar em um evento internacional organizado. No Haiti, a situação era bastante diferente, e a Valentina tinha um ano e três meses. Foi bem difícil – conta.

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Quem não conseguiu segurar a ansiedade foram os irmãos Gabriel, 6, e Maria Eduarda, 3, filhos de Cristiane Cardoso de Paula, 36, e do major Alexandre Meireles Vieira, 39 (foto). Cristiane precisou segurá-los para que não corressem até o pai durante a formatura. Assim que terminou a solenidade, a mãe disse aos pequenos: "tá, agora vão". E lá se foi a dupla para os braços do pai.

– Toda missão com tempo longe é difícil. Nós (militares) deixamos a família apreensiva por conta do risco. Ainda bem que existem as redes sociais, porque a saudade batia todo dia – revela o major.

Ao fim da formatura, o general Giovany Carrião, da 6ª BIB, agradeceu o empenho dos nossos militares durante a missão no Rio:
– Muito obrigado aos senhores e senhoras pelo cumprimento da missão.

Outros 93 militares devem chegar a Santa Maria entre esta quinta e sexta-feira. A viagem deles vai demorar mais porque virão nas 46 viaturas militares que também foram utilizadas no Rio.

Diferentemente de Melany, Carolina, Gabriel e Maria Eduarda, as famílias destes militares terão que aguardar um pouco mais para matar a saudade.

 

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