150 alunos estão sem transporte escolar em Santiago - Diário de Santa Maria

Zona rural23/09/2016 | 14h02Atualizada em 23/09/2016 | 14h02

150 alunos estão sem transporte escolar em Santiago

Empresa vencedora da licitação diz que Estado está com pagamento atrasado deve mais de R$ 360 mil e suspendeu os serviços há 52 dias 

150 alunos estão sem transporte escolar em Santiago Reprodução/Reprodução
Foto: Reprodução / Reprodução

Cerca de 150 alunos da rede estadual estão sem transporte escolar em Santiago. O serviço está suspenso há 52 dias e prejudica os estudantes da zona rural.Para não perder aulas, alguns alunos estão temporariamente morando nas casas dos colegas que moram mais perto da escola. Desde que as aulas foram retomadas, no dia 1º de agosto, Luiz Resmine leva a filha de 12 anos de carro para escola, que fica na localidade do Boqueirão. Mas o pai já prevê dias em que a menina vai ter de ficar em casa:

– Vai acontecer, né? Porque a gente agora começa a plantar e não pode sair todos os dias.

A diretora de escola Rosemari Saldanha procurou a 35ª Coordenadoria Regional de Educação (35ª CRE), mas, até agora, não descobriu o que está havendo:

– (Às vezes dizem) que é problema com a empresa, às vezes que é falta de pagamento, que a quilometragem não está coerente com o que estão fazendo. No fim, realmente, a gente não sabe!

Sérgio Nunes, gerente da DMR Projetos e Viagens, vencedora da licitação do transporte escolar, disse que o transporte foi suspenso porque o Estado atrasou o pagamento em mais de 90 dias. Sem dinheiro para fazer a manutenção dos veículos, a segurança dos alunos entrou em risco. Segundo ele, o governo deve à empresa R$ 369 mil, incluíndo o serviço prestado aos municípios de São Francisco de Assis e Cacequi. Nesses dois, os atrasos são menores e, por isso, o serviço não foi suspenso.

A 35ª CRE informou que a empresa pediu rescisão de contrato porque não aceitou reduzir em 25% a quilometragem das linhas. A adequação estaria prevista em contrato e seria necessária por causa da redução do número de alunos. O órgão informou que está em contato com a segunda e a terceira colocadas na licitação para substituí-la.

Nessa sexta-feira, os pais e diretores têm reunião com a promotoria especializada em Educação, em Santa Maria. Eles querem que o Ministério Público ajude a resolver o problema.

 

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