"Ele mudou a vida de muitas pessoas", diz pai de Lorenzo - Esportes - Diário de Santa Maria

#LorenzoEterno13/11/2017 | 20h56Atualizada em 14/11/2017 | 20h45

"Ele mudou a vida de muitas pessoas", diz pai de Lorenzo

Amigos e familiares se despediram do pequeno guerreiro na tarde desta segunda-feira, em Santiago

"Ele mudou a vida de muitas pessoas", diz pai de Lorenzo Lucas Amorelli/Newco SM
Sandro Martinetto, pai de Lorenzo, abraça o jogador Ricardo Daronch, o China, do Soldiers Foto: Lucas Amorelli / Newco SM

Na tarde desta segunda-feira, em Santiago, terra natal da família Martinetto, o até logo a Lorenzo emocionou a todos os amigos que o menino de 7 anos cativou. Muitos de Santa Maria, principalmente jogadores e dirigentes do Soldiers, o time de futebol americano que ele abraçou e teve uma relação de amizade arrebatadora.

Lorenzo é homenageado por times de futebol americano do país

Foram dois anos batalhando contra um câncer no cérebro. Entre idas e vindas em quimioterapias, nunca perdeu o sorriso. Havia uma luz diferente ao seu redor. Por onde passava, deixava lições. Mudava perspectivas de vida. Enfermeiros, médicos, jogadores, empresários e jornalistas se rendiam ao jeito simples e à conversa sincera e inteligente.

 Em tarde de homenagens, amigos e familiares se despedem de Lorenzo  

– Ele é um ensinamento. Ele entrou na nossa vida e transformou tudo – emociona-se o presidente do Soldiers, Diogo Hartz.

 Menino que se tornou o torcedor nº 1 do Soldiers será sepultado em Santiago 

No velório, a Capela Andres ficou pequena para tantos amigos e familiares. Sobre o caixão, uma bandeira e um capacete do time que ele aprendeu a amar. Em um dos momentos mais emocionantes, jogadores do Soldiers abraçaram o pai de Lorenzo, Sandro Martinetto, e entoaram a plenos pulmões o grito de guerra o qual Lorenzo tanto gostava: “Uh, Uh, Uh, Soldiers! Soldiers! Lorenzo! Soldiers, Soldiers, Soldiers!”.

– O Lorenzo deixou um legado de simplicidade. Depois do encontro com o Lorenzo, nos unimos ainda mais como time. Deixamos desavenças de lado. Passamos a dar mais valor aos amigos, aos familiares e às pessoas que a gente ama – ressaltou Ricardo Daronch, o China, jogador do Soldiers que tinha uma forte relação com o menino (a camisa 52, inclusive, foi presente de China).

Amparado pela fé e pelo carinho, o pai de Lorenzo agradeceu as inúmeras mensagens de solidariedade recebidas entre domingo e esta segunda.  

– Ele foi uma peça-chave nessa terra e mudou a nossa vida e a de muitas pessoas para melhor – resumiu Sandro.

Lorenzo foi sepultado no final da tarde, no Cemitério Municipal de Santiago, sob lágrimas, aplausos, saudade e um legado que jamais será esquecido. Além do pai, ele deixa o irmão, Lucas, de 17 anos, a mãe, Cristiane, e os milhares de amigos conquistados em 7 anos.    


 

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