Pedro Pavan: "O reflexo do desemprego no futebol do segundo semestre" - Esportes - Diário de Santa Maria

Opinião12/08/2017 | 11h00Atualizada em 12/08/2017 | 11h00

Pedro Pavan: "O reflexo do desemprego no futebol do segundo semestre"

Pedro Pavan: "O reflexo do desemprego no futebol do segundo semestre" Montagem sobre fotos  / Banco de Dados, Diário de Santa Maria/Banco de Dados, Diário de Santa Maria
Dos 12 treinadores que passaram pela dupla Rio-Nal desde 2015, apenas dois estão em atividade em campeonatos profissionais neste segundo semestre  Foto: Montagem sobre fotos / Banco de Dados, Diário de Santa Maria / Banco de Dados, Diário de Santa Maria

Doze treinadores passaram pelos times profissionais de Inter-SM e Riograndense em três anos. Foi um verdadeiro festival de trocas entre 2015 e 2017, principalmente no clube alvirrubro que, ao todo, contratou oito nomes no período. Já no Riograndense, a média foi de dois técnicos por competição. Mas o que mais chama a atenção é a ausência desses comandantes no cenário futebolístico. Historicamente, no Rio Grande do Sul, há uma lacuna no segundo semestre do Interior. São poucos os profissionais que conseguem emprego no mundo da bola. E não é diferente com a maioria dos que passaram por Santa Maria desde 2015. 

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Dos 12 técnicos consultados, somente dois estão em atividade em campeonatos profissionais neste semestre. Feliciano Corrêa, que passou por Inter-SM e Riograndense, está longe das casamatas desde 2016. Atualmente, trabalha em propriedade rural da família em São Sepé. Longe do futebol, aproveitou para acompanhar de perto o nascimento da primeira filha, a pequena Alissa, de quatro meses. 

– O futebol é uma carreira que te exige 100%. Quando não estás trabalhando, tu precisas estar estudando e se atualizando – explica Feliciano sobre a decisão de deixar a carreira de técnico de lado nos últimos dois anos. 

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Formado em Administração, Thiago Costa, que foi o último treinador do Inter-SM no ano de 2016 e auxiliou Vinicius Munhoz em 2017, faz parte desse grupo de pessoas que exerce outras atividades além do futebol. 

 – É muito difícil a realidade financeira. Aí, você perde três jogos e sai. Gosto do futebol, mas não vou mais conseguir e não vou continuar (na parte técnica). Se você é solteiro, dá para apostar e continuar. Mas, com família, não dá – comenta Thiago. 

Acolhido e respeitado pela torcida do Inter-SM em 2015, Ricardo Attolini é outro que está sem clube. Natural de Passo Fundo, ele trabalhava no Gaúcho desde que saiu de Santa Maria até abril deste ano. 

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– A gente tem um calendário, mas o interesse em participar é pequeno, principalmente pelas dificuldades financeiras. Estamos matando com a formação do futebol, ainda na raiz, na base – lamenta Attolini, que é professor de Educação Física e se dedica a projetos sociais e a escolas de futebol no norte do Estado. 

Foto: Montagem sobre fotos / Banco de Dados, Diário de Santa Maria

À espera de propostas há três meses, Luciano Corrêa, técnico esmeraldino em 2014 e 2015, já pensa em procurar outra profissão. A instabilidade do cargo é o grande empecilho, segundo ele: 

– Ainda penso em trabalhar com futebol. Mas não sei até quando vai essa paciência. O problema é possibilidade de trabalho. Segundo semestre é sempre mais difícil. No ano passado, deixei de trabalhar na Divisão de Acesso por um contrato de um ano na Terceirona, e acabei demitido (do Farroupilha), mesmo campeão do turno – diz Luciano. 

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Nome conhecido e reconhecido no futebol do Interior, Paulo Porto, que trabalhou no Inter-SM em 2015, engorda a lista de desempregados. Desde a saída do Passo Fundo, em fevereiro, ele aguarda novas oportunidades. 

– Não temos gestão. De uma maneira geral, no país. Mas no futebol isso é bem claro. Os presidentes não sabem o que eles têm na mão. Precisamos de mais pessoas como o Marquetto (ex-presidente do Inter-SM), que sabem fazer gestão – resume Porto. 

Exceção entre a maioria ex-técnicos da dupla Rio-Nal, Rodrigo Bandeira, que teve rápida passagem pelos Eucaliptos em 2016, comanda, atualmente, o Camboriú na Segunda Divisão de Santa Catarina. Antes disso, estava no Lajeadense na Divisão de Acesso gaúcha. Outro que nem chegou a iniciar o campeonato e logo saiu (em 2016) foi o carioca Neneca. Hoje, ele treina o Holanda F.C., e prepara o time da Série B amazonense. 

Sérgio Savian, que foi interino do Inter-SM em 2015, dedica-se ao futebol amador de veteranos. Já Lucas Fossatti, que também treinou os dois clubes da cidade, está no sub-17 alvirrubro. O ítalo-alemão Michael Bohm, que começou um projeto no Riograndense na Terceirona, mas deixou a equipe, voltou para a Itália para trabalhar com categorias de base. Leonardo Ribeiro, que substituiu Bohm, continua fora do mercado profissional. 

Por último, Vinicius Munhoz, técnico da campanha semifinalista do Inter-SM nesta temporada da Divisão de Acesso, seguirá no comando alvirrubro em 2018, mas, momentaneamente, apenas planeja a próxima temporada.   

 

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