Conheça Michael Böhm, o alemão-italiano que trouxe a Europa aos Eucaliptos - Esportes - Diário de Santa Maria

Estrangeiro no comando22/02/2017 | 13h00Atualizada em 22/02/2017 | 13h00

Conheça Michael Böhm, o alemão-italiano que trouxe a Europa aos Eucaliptos

Treinador do Riograndense para a Terceirona gaúcha é natural da Alemanha, mas morou a maior parte da vida na Itália

Conheça Michael Böhm, o alemão-italiano que trouxe a Europa aos Eucaliptos Lucas Amorelli/New Co DSM
Michael Böhm comanda as categorias de base do Riograndense desde agosto Foto: Lucas Amorelli / New Co DSM

O sotaque ainda é bastante carregado. Uma mistura de alemão e italiano. Mas nada que atrapalhe a comunicação com a gurizada no Estádio dos Eucaliptos, em Santa Maria. Michael Böhm, 48 anos, natural de Nurembergue, cidade ao norte do Estado da Baviera, na Alemanha, será o técnico do Riograndense na Terceirona gaúcha 2017. Desde agosto do ano passado, ele é o responsável pela reconstrução das categorias de base do clube, com equipes sub-15, sub-17 e sub-19.

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— No começo, o trabalho foi muito duro. A gente tinha pouco apoio devido à situação do clube, que foi rebaixado no ano passado. Aos poucos, estamos conquistando o clube de volta. Para mim, é tudo muito novo — diz Michael.

Apesar da naturalidade alemã, o novo comandante do Periquito é um cidadão italiano. É que, aos nove anos, junto à família, ele foi morar em Arco, na província de Trento, na Itália. Foi lá que Michael aprendeu tudo que sabe até hoje, com o pai, Hans Joachim Böhm, 66 anos, treinador do Drezano Calcio, time amador italiano que conta com categorias de base, a partir dos seis anos, e adulto, até 28 anos.

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— Na Itália, vivemos muito o clube. Lá, começa-se desde pequeno a passar a maior parte do tempo no clube. Tu treina, olha os treinos dos maiores que estão ali, acompanha jogos aos sábados e domingos, janta com atletas. Então, tu convive muito. E, isso, estou estranhando no Brasil. Não tem isso aqui. Tem no futebol veterano, mas, no profissional, não tem. É tudo muito frio. Hoje, estou tentando fechar um grupo forte e que seja uma família — comenta Michael, que, além de técnico de futebol, também trabalhava como marceneiro na Europa.

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Michael mora há seis anos em Santa Maria com a mulher Adriana Rechico, 40 anos, que é o motivo da sua mudança. Ele conheceu a mulher na Itália, em período em que ela era enfermeira no país europeu. O romance rendeu a filha Amanda, de nove anos. Desde a transferência para o Rio Grande do Sul, ele já trabalhou como montador de móveis em Porto Alegre, assumiu a administração de uma lancheria em Santa Maria e criou uma escolinha de futebol no Residencial Lopes. No ano passado, levou o seu projeto ao vice-presidente do Riograndense, Marcio Rubin, que o convidou para trabalhar nos Eucaliptos.

Mesmo sem formação ou cursos técnicos — na Terceirona, isso não é uma exigência —, ele garante que tem domínio total da profissão e se diz um estudioso do futebol. Michael espera conquistar o público e retribuir a oportunidade:

— É o principal desafio da minha carreira. Estou fora do meu país, não conheço muito bem o futebol brasileiro, mas sei o que vale o meu trabalho e estou vendo o resultado dele. O Riograndense está me dando uma grande chance.

 
 

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