"O Conselho não é antiético", diz presidente do CMEL sobre polêmica do Proesp - Esportes - Diário de Santa Maria

Esporte05/01/2017 | 19h24Atualizada em 05/01/2017 | 19h24

"O Conselho não é antiético", diz presidente do CMEL sobre polêmica do Proesp

Christian Pacheco Bertoia diz que nunca houve favorecimento na aprovação de projetos de membros do Conselho

"O Conselho não é antiético", diz presidente do CMEL sobre polêmica do Proesp Gabriel Haesbaert/Especial
Foto: Gabriel Haesbaert / Especial

É consenso ser necessário haver mudanças na Lei Municipal nº 5.157/2008, que rege o Programa Municipal de Apoio e Promoção do Esporte (Proesp) em Santa Maria. No entanto, para Christian Pacheco Bertoia, presidente do Conselho Municipal de Esporte e Lazer (CMEL), órgão que avalia e aprova os projetos enviados por entidades esportivas, um dos pontos mais criticados, que é a participação de representantes dessas associações no CMEL, não é a principal mudança que deve ocorrer. Essa polêmica foi tema de reportagem publicada pelo Diário na última quarta-feira. Bertoia rebate o ex-secretário adjunto de Esporte e Lazer Givago Ribeiro, que afirmou que esse processo "não é eticamente apropriado".

Polêmica em torno do Proesp em Santa Maria

– Nunca nenhum conselheiro participou e votou no seu próprio projeto. Nem ao menos há cruzamento. Se eu tenho um projeto, e tu tens outro, eu não vou ser relator do teu, e nem tu do meu, para não haver favorecimento. Não existe brecha na lei, é a lei. Parece que os conselheiros são antiéticos. Nunca houve um julgamento de um processo para favorecer algum conselheiro. O próprio Clery (Quinhones, secretário do CMEL ouvido na reportagem anterior) teve projetos importantes negados – afirma o presidente do CMEL.

"Não é eticamente apropriado", afirma ex-secretário sobre julgar o próprio projeto

Para Bertoia, itens como a inscrição de até seis projetos por entidade deveria ser algo limitado, já que, segundo ele, muitos trabalho chegam incompletos e acabam rejeitados. Além disso, também teria de ser previsto na lei um teto para a liberação de recursos por entidade. Atualmente, isso é feito no dia da votação.

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– Acho que a questão dos conselheiros (serem os mesmos que apresentam projetos) não seria determinante. O que é determinante é uma participação mais intensa dos conselheiros. Todos concordamos que a legislação tem que mudar. Mas, se derrubar esses conselheiros, quem vai ficar no Conselho? – questiona.

O presidente do CMEL propõe também que a entidade atue de forma deliberativa no que diz respeito aos eventos da área realizados pela prefeitura:

– O Conselho também tem que ser deliberativo nos convênios do município. Estamos falando de uma verba de R$ 500 mil para todo o esporte de Santa Maria. Enquanto a prefeitura faz um convênio de R$ 300 mil para o balonismo, e o Conselho não é ouvido – compara Bertoia.


 

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