Comitê Rio 2016 quer recorrer de liminar que proíbe repasses públicos a Jogos Paralímpicos  - Esportes - Diário de Santa Maria

Cortes à vista14/08/2016 | 18h34Atualizada em 14/08/2016 | 18h52

Comitê Rio 2016 quer recorrer de liminar que proíbe repasses públicos a Jogos Paralímpicos 

Na sexta-feira, a Justiça Federal vetou o repasse de dinheiro público à organização até que seja dada ampla publicidade aos gastos do comitê

Agência Brasil
Agência Brasil

O Comitê Rio 2016 estuda fazer cortes de gastos em alguns setores dos Jogos Paralímpicos, mas garante que todas as modalidades serão preservadas, assim como a experiência dos atletas que competirão a partir do dia 7 de setembro. Segundo o diretor-executivo de comunicações do Comitê Rio 2016, Mário Andrada, os cortes não influenciarão a experiência de atletas e público.

— Os cortes que a gente tiver que fazer nos Jogos Paralímpicos para manter o orçamento equilibrado a gente vai fazer sem sacrificar a qualidade da experiência paralímpica e sem sacrificar nada que reflita nos atletas e na qualidade da recepção que se dará a eles.

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A avaliação de cortes ocorre ao mesmo tempo em que a Justiça Federal proibiu repasses de recursos públicos ao comitê. Andrada quer tentar reverter a situação. O dirigente disse acreditar que o problema será resolvido com "diálogo entre o comitê e a Justiça".

— A melhor coisa a se fazer nessa hora é esperar para ver como isso pode ser resolvido do ponto de vista jurídico. O diálogo é sempre o melhor caminho nessas horas e a gente tem que ter esse diálogo com os juízes e os tribunais da melhor forma — disse.

Na sexta-feira, a Justiça Federal proibiu que a União e a prefeitura do Rio de Janeiro façam repasses de recursos financeiros ao Comitê Organizador Rio 2016 até que seja dada ampla publicidade aos gastos do comitê.

— A gente tem um compromisso de transparência, apresenta nossos balanços, mas a gente vai discutir essa questão, apresentar argumentos e discutir com os juízes envolvidos.

O comitê ainda tanta conseguir patrocínio para o evento, e diz que as negociações estão indo "muito bem". Andrada explicou que, assim como ocorreu na Olimpíada, as contingências podem ocorrer em áreas operacionais, principalmente com voluntariado e em instalações.

— Nos Jogos Olímpicos, cortamos tudo que era exagero. A gente cortou o número de voluntários, a televisão nos quartos dos atletas porque há televisão na sala dos apartamentos que eles ocupam. O corte dos voluntários foi significativo. A gente estava pensando em 100 mil voluntários e vamos fazer os dois jogos com 50 mil. Isso representa um corte importante em transporte, uniforme e alimentação — disse, em coletiva de imprensa no Rio de Janeiro.

 

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