Com batucada e sol no Sambódromo, queniana leva o ouro na maratona feminina - Esportes - Diário de Santa Maria

Rio 201614/08/2016 | 12h36Atualizada em 14/08/2016 | 18h43

Com batucada e sol no Sambódromo, queniana leva o ouro na maratona feminina

Jemima Sumgong completou os 42 km de prova em 2h24min04

Com batucada e sol no Sambódromo, queniana leva o ouro na maratona feminina Fabrice COFFRIN/AFP
Jemima Sumgong terminando a competição em primeiro lugar  Foto: Fabrice COFFRIN / AFP
Diogo Olivier - Enviado especial ao Rio
Diogo Olivier - Enviado especial ao Rio

diogo.olivier@zerohora.com.br

Com certeza, nunca mais a história olímpica verá uma maratona tão animada tipo a da manhã deste domingo nos Jogos do Rio 2016. Como a chegada era no Sambódromo, a bateria da União da Ilha do Governador veio animar a festa. E colocou a turma para dançar. Vi holandesa atacando de passista com italiano desengonçado encarnando mestre-sala, no melhor clima de congraçamento entre os povos.

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Foi nesse ambiente de domingo ensolarado, tipicamente de praia para os cariocas, que a queniana Jemima Sumgong honrou o poder africano nas provas de fundo. A medalha de ouro é dela, com 2h24min04. Eunice Kirwa do Bahrein, ficou com a prata, após 2h24min13. O bronze foi para a etíope Mare Dibaba, com 2h24min30.

A melhor brasileira foi Adriana da Silva, em 69 lugar. Marily dos Santos (78) e Graciete Santana (128) vieram bem depois.

Os tempos ficaram distantes do recorde mundial de Paula Radcliffe, dos EUA, de 2h17min42s, batido em 2005, há 11 anos. O percurso de 42.125 quilômetro, que começou e terminou na Marquês de Sapucaí, foi montado entre Centro e Zona Sul, passando por Aterro do Flamengo, Morro da Viúva, Botafogo e Outero da Glória. Teve até uma passagem estratégica ao redor do Museu do Amanhã, candidato a ser mais um cartão postal do Rio.

A temperatura nem estava tão alta assim, mas o sol amanheceu inclemente. Sprays de água foram posicionados em trechos da prova, para aliviar as atletas. Mais pontos de hidratação, com garrafinhas d'Água, foram espalhadas no trajeto.

Adriana Aparecida da Silva, Marily dos Santos e Graciete Santana passaram quase o tempo todo muito atrás do pelotão dianteiro. Adriana, a de melhor desempenho, aparecia no 54 lugar após cinco quilômetros. Virou a primeira metade da prova na 73 posição entre as 151 que largaram. Longe, muito longe, de qualquer chance de medalha. Na maratona, completar o percurso já merece aplauso. Foi o caso das trigêmeas Leila, Liina e Lili Liuk, de 31 anos, que, em clima de espírito olímpico, choraram abraçadas com a bandeira da Estônia sobre elas.

A suíça Gabrielle Anderson, em Los Angeles, também entrou para a história com um 37 lugar apenas pelo esforço de completar o percurso, ao cambalear quase desmaiada até a linha de chegada. Muitas atletas precisaram de atendimento médico ao fim do percurso.

 

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