As três franquias de jogos que dão um novo tom ao mês das bruxas - Diário de Santa Maria

Coluna Tecnologia10/10/2017 | 16h19Atualizada em 10/10/2017 | 16h19

As três franquias de jogos que dão um novo tom ao mês das bruxas

No mês das bruxas, colunista traz dicas de jogos que prometem pesadelos

O misticismo de outubro chegou, trazendo consigo o famigerado Halloween e uma intrigante sexta-feira 13. E se você, assim como eu, prefere tomar sustos dentro de casa a ter que encarar pessoas vestidas de palhaço (olá, It!) nas várias festas temáticas da época, é bom já ir preparando o joystick de seu videogame (e uma boa dose de calmantes), porque é hora de conhecer três franquias de jogos de terror que vão dar um novo tom ao mês das bruxas.

Resident Evil
Até meados de 1996, eram poucos os jogos que trabalhavam com a temática de horror. Salve Sweet Home (1989), Alone in the Dark (1992) e Clock Tower (1995), o mercado para este tipo de gênero era de extremo nicho. Era! Isso porque a japonesa Capcom deu uma nova significância ao termo "survival horror" após produzir o grande responsável por popularizar esses tipos de games: Resident Evil. 

Foto: CAPCOM / Divulgação

Explorar os horrores da gigantesca mansão Spencer, por conta de uma série de intrigantes casos de canibalismo que assolavam a fictícia Raccoon City, fez com que milhões de jogadores ao redor do mundo pensassem duas vezes antes de abrir uma porta qualquer. Isso, devido ao fato de que havia zumbis e aberrações biológicas presentes por toda a parte, efeito resultante de experiências ilegais realizadas em humanos por uma empresa farmacêutica multinacional chamada Umbrella Corporation.

O T-virus realizava mutações genéticas no corpo dos infectados, transformando-os em mortos-vivos sedentos por sangue. Mas apesar da descoberta macabra dos agentes especiais da polícia de Raccoon City, Jill Valentine e Chris Redfield (protagonistas do primeiro game), os mesmos acabam sendo taxados de lunáticos, e suas acusações contra a Umbrella são sistematicamente ignoradas, quer dizer, isso até os cidadãos de Raccoon serem completamente contaminados com o vírus, transformando o local em um verdadeiro playground de mortos-vivos (roteiro do segundo e terceiro games).

A franquia é a de maior sucesso do gênero, contando com mais de 20 títulos lançados para diferentes plataformas, e que juntos totalizam cerca de 55 milhões de cópias vendidas ao redor do mundo. Seu grande charme - para além de seu enredo que bebe da mesma fonte que os chamados "filmes B" - é a sanguinolência escancarada, somada aos iminentes sustos que espreitam portas, janelas, corredores, becos e todo e qualquer local com possibilidades de o jogador ser pego de surpresa por alguma criatura insana.

Se você curte uma obra primorosa, com ambientações macabras, trilha sonora imersiva, teorias da conspiração e muitos, mas muitos zumbis e aberrações biológicas, Resident Evil é a escolha perfeita. E se der play, não esqueça: sempre mire na cabeça!

Fatal Frame
Se você conhece a cultura japonesa sabe muito bem que a população da terra do sol nascente é deveras supersticiosa. Para além, o folclore daquele povo é recheado de histórias repletas de misticismo. E, bem, era apenas disso que a desenvolvedora japonesa Tecmo precisava para produzir uma franquia que fará você avaliar de outra forma o uso da câmera de seu celular: Fatal Frame.

Foto: Tecmo / Divulgação

A série, lançada em 2001 (e conhecida no Japão como Project Zero), possui cinco títulos de seu eixo principal, dispostos em diferentes consoles. Cada um dos games possui uma história independente, mas todas dizem respeito à lendas urbanas japonesas, que envolvem maldições, sacrifícios, demônios, rituais macabros e mansões mal assombradas. 

Diferentemente de jogos tradicionais do gênero, onde o jogador dispõe de armas brancas ou de fogo para enfrentar zumbis, monstros e demônios, a principal peculiaridade de Fatal Frame é justamente o meio de defesa utilizado pelos protagonistas: uma câmera fotográfica. Sim, é isso mesmo! É porque os inimigos da série são, em quase sua totalidade, fantasmas, que podem ser exorcizados por meio dos flashes de uma câmera fotográfica. Isso porque, diz-se, eles emitem uma frequência irreconhecível ao olho humano, e que consequentemente são capazes de detectar espíritos.


Diferentemente das outras franquias, Fatal Frame é uma série muito pouco conhecida no Ocidente, mas que possui elementos de horror tão ou mais primorosos que os demais jogos aqui narrados. Vale muito a pena conferir!


Silent Hill
Até agora realizamos um rápido apanhado dos enredos que compõem duas franquias famosas do gênero de terror de sobrevivência. Resident Evil e Fatal Frame são, inegavelmente, séries de horror que causam sustos e incômodos no jogador. Entretanto, nenhuma delas trabalha tão bem a noção de terror psicológico como Silent Hill.

Foto: Konami / Divulgação

Silent Hill (nome da cidade fictícia onde acontece a maioria das histórias) é detentora de uma ambientação completamente "suja", ou seja, grotesca e cheia de bizarrices. Esta série, diferentemente das outras duas, não causa apenas um momentâneo incômodo em razão dos constantes sustos, como também gera um desconforto prolongado, que perpassa a tela da TV e se arrasta até os seus sonhos, ou melhor, pesadelos!

Comumente, o jogador vai deparar com cenários sangrentos, poluídos, cinzentos, claustrofóbicos, fúnebres e todo outro tipo de horror culturalmente encontrada em obras de terror clássico, como aquelas escritas pelos renomados Lovecraft e Stephen King, inspirações diretas para a franquia criada pela Konami. 

Ainda falando sobre a ambientação, os monstros, verdadeiramente bizarros, nada mais são do que as representações deturpadas do subconsciente dos protagonistas da maioria dos títulos, e que se justificam na medida em que você vai compreendendo melhor a psique dos personagens.

A obra é amplamente aclamada pela crítica especializada, e a franquia é considerada por muitos como a mais próxima do que seria a perfeita definição de terror psicológico (é realmente desestabilizante e genialmente bem elaborada). E são tantos os elementos, histórias e sentimentos que envolvem todos os títulos lançados que, à verdade, é inominável descrever a atmosfera doentia dos games desta série, restando ao caro leitor/jogador adentrar a misteriosa cidade e verificar, por si só, o que aqui está sendo dito. Já dizia Stephen King que os pesadelos não estão sujeitos à lógica, não têm sentido explicá-los, já que explicação é a antítese da poesia do medo.

Resta claro, portanto, que todo jogador está muito bem servido com títulos de terror nos videogames. Cada vez mais as desenvolvedoras têm apostado nesse gênero, que andava meio sumido nos últimos tempos. 

Resident Evil, Fatal Frame e Silent Hill são, para mim, o que há de melhor na categoria, e apostar em qualquer um dos muitos títulos que dispõem cada uma dessas franquias é a certeza de calafrios na espinha para aproveitar da melhor forma o presente mês de outubro.

Até a próxima!

 

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