Mulheres, agronegócio e preconceito - Diário de Santa Maria

Coluna Sociedade21/09/2017 | 10h08Atualizada em 21/09/2017 | 10h08

Mulheres, agronegócio e preconceito

Colunista aborda o crescente papel da mulher no meio rural

Cresce a cada dia o número de mulheres que assumem posições de liderança em empreendimentos relacionados ao agronegócio, seja em ambientes corporativos ou na gerência de propriedades rurais. A medida que o papel da mulher gaúcha ganha destaque no agrobusiness, aquele preconceito revestido de machismo, praticado por muitos homens do nosso estado, vai perdendo as suas forças. 

Em pleno o século XXI, mulheres que desempenham funções de destaque, seja na área rural ou não, ainda sofrem com a resistência do público masculino e precisam demostrar muito potencial para ganharem credibilidade. Isso, porque alguns homens tendem a desvalorizar determinados cargos, quando são presididos pelo sexo oposto. Porém, a migração da mulher para o campo seja por opção pessoal ou necessidade advinda de ordem sucessória, já virou uma realidade. 

A diminuição da pecuária extensiva, o lucro auferido com a produção rural e as dificuldades de encontrar mão de obra especializada no campo e na lavoura são alguns fatores que são levados em consideração pelas mulheres que optam por desenvolver trabalhos neste meio. A gestão rural feminina ocorre tanto para ajudar familiares que estão no negócio há muitos anos ou até mesmo para administrar propriedades alheias. 

Atualmente, engenheiras agrônomas, médicas veterinárias, empreendedoras e administradoras provam suas competências desde a porteira de entrada da fazenda até o fundo do campo. Ao passo que o mercado consumidor interno e externo torna-se cada vez mais exigente, a profissionalização influencia diretamente na rotina das propriedades rurais, que precisam se adaptar a regras sanitárias e de cultivo que agreguem valor e competitividade aos seus produtos. 

A carência de pessoal é o principal fator que possibilita a entrada de mais mulheres e de mais jovens no setor, pois estes, acompanham as novas tendências de mercado com facilidade, o que torna a suas colaborações de extrema relevância. 

Foto: Pixabay / Pixabay

Acredito que o papel da jovem que atua no campo é orientar e agir de forma colaborativa e em conformidade com a premissa de que a produção de carne ou de grãos só será exponencial quando as mesmas se enquadrarem em padrões de qualidade certificados por órgãos competentes. Visão essa, que, até então, não era adotada antigamente. 

Contudo, o preconceito contra a mulher que trabalha com o agronegócio ainda existe e é vivenciado diariamente. Mas, mesmo sofrendo repressões por todos os lados, o público feminino ganha mais visibilidade e espaço à medida que vai se inserindo no meio rural. Com foco e determinação quebram gradativamente barreiras e estabelecem novos paradigmas, mostrando as suas aptidões e seus valores. 


 

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