Ficção, (real)idade, arte e economia: o Plano (Real) por trás da história - Diário de Santa Maria

Coluna Finanças Pessoais28/09/2017 | 14h06Atualizada em 28/09/2017 | 14h06

Ficção, (real)idade, arte e economia: o Plano (Real) por trás da história

Colunista recomenda assistir ao filme, lançado em março deste ano, para entender o momento econômico

 

Grata foi minha surpresa ao assistir o filme Real: o plano por trás da história, lançado em março deste ano.

Descreve a sinopse: Gustavo Franco, interpretado por Emílio Orciollo Neto, é personagem da economia nacional e protagoniza, no filme, a cabeça pensante da criação e implementação do Plano Real no Governo Itamar Franco. Economista, crítico feroz da política econômica adotada pelo governo brasileiro nos últimos anos, que resultou em um cenário de hiperinflação. Opositor de políticas de cunho social, ele é adepto de um choque fiscal de forma que seja criada uma moeda forte, que devolva a dignidade aos cidadãos. 

Quando o presidente Itamar Franco (Bemvindo Siqueira) nomeia Fernando Henrique Cardoso (Norival Rizzo) como o novo Ministro da Fazenda, Gustavo é convidado a integrar uma verdadeira força-tarefa, cujo objetivo é criar um novo plano econômico.

Minha opinião, e não passa disso, é a respeito do enredo do filme, ao contextualizar a concepção política que marcou a história brasileira por meio de um plano econômico. Por certo, as medidas governamentais sempre atingem aos cidadãos. Infelizmente nem sempre pensadas para eles, mas, em regra, são eles as principais vítimas, os sobreviventes.

Certamente não há como analisar o filme sem levar em conta o contexto político do país, dualidade partidária, inflação à margem de 50% e (por conta e risco meu) uma velha faceta brasileira que não muda: a falta de vontade política, a ausência de comprometimento. 

Permanecer falando em educação financeira e poupança familiar é essencial, mas também frustrante ao nos distanciarmos, ainda mais, de medidas efetivas que oportunizem uma (real) e concreta mudança. Parece contraditório: medidas políticas de economia a quem? Anos depois do Plano Real, estamos diante dos maiores rombos aos cofres públicos da história brasileira. Uma população empobrecida, empobrecizada, que amarga trilhões (do cinematográfico Real) engordarem contas e fortunas daqueles que deveriam representar os interesses de quem realmente clama por um pacote econômico que habite o crescimento do país e a dignidade dos consumidores.

Ah! Sobre o filme? Assista e tenha a sua própria opinião. A minha dica é essa!


 

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