Voto (direito ou dever?) e as finanças pessoais - Diário de Santa Maria

Coluna Finanças Pessoais31/08/2017 | 14h06Atualizada em 31/08/2017 | 14h06

Voto (direito ou dever?) e as finanças pessoais

Colunista nos convida a pensar sobre este ato que é tão polêmico nos dias de hoje

Não há como fugir, 2018 é ano de eleição. E cá estamos a questionar se vamos praticar um direito ou cumprir um dever.

Foto: pixabay / Pixabay

Confesso que a resposta não é das mais fáceis. Da conjuntura atual, é certo que podemos entender como direito a manifestação livre, a igualdade, a possibilidade de escolha de representantes. Democracia! Certo? Certeza não se tem, até porque deixar de votar implica no dever de justificar – do descumprimento de um direito, atribui-se um dever.
Creio que estejamos frente a um direito, que repassa por uma obrigação.

O parágrafo 1º, inciso I e II, do art. 14, da Constituição Federal, determina o mando – obrigação – do voto para pessoas com idade entre 18 e 70 anos; restando a faculdade de exercer tal direito aos analfabetos, aos maiores de 16 e menores de 18 e aos eleitores com mais de 70 anos.

Ora, ainda que em linhas iniciais, concluímos que estamos frente a um direito. Mas que direito é esse que não posso sub-rogar? Se há voto obrigatório e se há voto facultativo, por que não me facultar em não votar? Eis que assim teríamos um direito: eu voto se eu quero.

Talvez o estado vexatório da política, patrocinado, em boa parte, pelos que a representam – dignos da politicagem – tenha despertado a vontade de executarmos o "direito do não voto". Um voto de protesto, seja branco ou nulo e, se possível, inexistente, talvez fosse mais coerente, mas, aqui, temos o dever – votar é obrigação.

Por outro lado, ninguém nos obriga a votar neste ou naquele, até por que o nosso candidato pode ser o deputado "branco" ou mesmo o vereador "nulo", e, sendo assim, voto se eu quiser e deixamos de lado a obrigação.

Ainda me pergunto: direito ou dever?
Direito quando se vota em quem nos representa, que seja no mínimo uma causa. Direito quando deixamos de presenciar a política da malandragem.
Direito à boa política, virtuosa em feitos e conquistas à sociedade.
Do discurso que se perde na prática, talvez nosso desejo (utópico) de direito ao voto encontre proteção em sua contramão. Então, o dever prevalece ao direito.

Por sorte, quem sabe, Nelson Rodrigues tenha errado nas palavras quando afirmou que, muitas vezes, é a falta de caráter que decide uma partida. Não se faz literatura, política e futebol com bons sentimentos.

Aqui discordo do autor, ainda que paire a dúvida entre o direito e o dever. Faço a minha escolha e compartilho que o voto é o dever associado ao direito em se comprometer, e este não pode estar distante dos bons, dos melhores sentimentos.

Afinal, o que um texto sobre política faz em uma coluna com a temática Finanças Pessoais? Fácil, as notícias estão aí, cada vez mais os políticos protagonizam, diante das finanças públicas, um festival de aprimoramento das (suas) finanças pessoais.

 

Siga Diário SM no Twitter

  • diariosm

    diariosm

    DiárioSMCuidados na hora de aproveitar as promoções da Black Friday https://t.co/AnANTD9xIU https://t.co/KhNVUm62zvhá 4 horas Retweet
  • diariosm

    diariosm

    DiárioSMTerceira fase de saques do PIS/Pasep é antecipada https://t.co/7SU9H3c7aS https://t.co/wXvOqVecxQhá 5 horas Retweet

Veja também

Diário de Santa Maria
Busca
clicRBS
Nova busca - outros