As listas e a inflação - Diário de Santa Maria

Coluna de Finanças Pessoais20/04/2017 | 13h33Atualizada em 20/04/2017 | 13h33

As listas e a inflação

Colunistas fala sobre a nova mania social e organizar tudo em itens


Foto: pixabay / pixabay

Parece-me que, atualmente, estamos condicionados a listas. Temos róis para tudo: vestibular, investigados, concursos, presentes de casamento, telefones, apelidos de políticos...enfim, tudo tem que ser organizado de uma forma.

Mas existe uma lista que não quer calar (e não é a de Fachin, nem a de Janot ou da Odebrecht). É a lista de compras das famílias. Essa, tem variado sua composição ao longo dos anos em função da preferência dos consumidores e de sua restrição orçamentária, bem como dos novos produtos que ingressam no mercado.

Em economia, esse rol é denominado de cesta de mercadorias, ou seja, um conjunto de bens que tem objetivo atender as necessidades do consumidor dentro de uma utilidade esperada. A restrição orçamentária, que compra essa cesta, por sua vez, é afetada pela variação dos salários e da inflação.

Então, qual a causa de organizarmos nosso consumo em lista senão para ordenar preferências em relação aos preços? (qualquer semelhança com alguma das listas já citadas acima é mera "coincidência" - acho que já vi isso em alguma novela).

Se tivermos como opção racional que a utilidade de nossa renda deve ser maximizada, então, procuraremos sempre a melhor satisfação com o preço mais baixo, mais ou menos como uma ideia de custo versus benefício. Logicamente que essa relação levará em conta a qualidade dos produtos, pois ainda vale a máxima que "o barato as vezes sai caro" (nós economistas deveríamos conseguir precificar as delações).

Listas a parte, a queda na inflação não tem trazido consigo uma queda geral de preços, ainda que alguns, como o da gasolina, tenha baixado, o que estamos presenciando é uma desaceleração no aumento dos preços, com uma tendência de estabilização.

Neste mês de março, o Índice do Custo de Vida de Santa Maria (ICVSM) calculou uma inflação de 0,21%, enquanto que o IPCA ficou em 0,25%.  Alguns pontos que causam a diferença entre os valores dos dois índices são a composição das cestas de mercadorias calculadas e a faixa de renda das famílias envolvidas no cálculo. Uma das consequências desta desaceleração na inflação foi o corte na taxa SELIC, que caiu de 12,25% ao ano para 11,25%, fato esse de decisão unânime do Copom (Comitê de Política Monetária) e sendo o maior desde 2009.

Com esse novo cenário econômico é que começamos o ano de 2017: inflação recuando e taxas de juros caindo. Fatos esses devem novamente recompor e alterar parte da cesta de mercadorias a qual estamos adaptados hoje.

Talvez essa "nova" cesta volte a patamares de anos idos, onde nela a carne era bovina, e o iogurte estava disponível. Mas o que realmente desejo é que, nessa cesta, possamos incluir mais educação de qualidade para o povo. Talvez assim nossas futuras listas sejam melhores.

 

 


 

Siga Diário SM no Twitter

  • diariosm

    diariosm

    DiárioSMVÍDEO: entre saltos e rodopios, patinadores encantam a plateia https://t.co/h4TUokBhl5 https://t.co/IQy0pT1n3Whá 13 horas Retweet
  • diariosm

    diariosm

    DiárioSMCorpo de funcionário de universidade é encontrado em Santiago https://t.co/PkdN7kyyHK https://t.co/8kfjRZ9Qknhá 2 diasRetweet

Veja também

Diário de Santa Maria
Busca
clicRBS
Nova busca - outros