Safra recorde de soja deve injetar R$ 2,9 bilhões na Região Central - Diário de Santa Maria

Agronegócio08/03/2017 | 13h59Atualizada em 08/03/2017 | 14h21

Safra recorde de soja deve injetar R$ 2,9 bilhões na Região Central

Emater projeta que resultado, que foi anunciado nesta terça-feira, ocorre por conta do aumento da produtividade e da área plantada

Safra recorde de soja deve injetar R$ 2,9 bilhões na Região Central Fernanda Ramos/New Co DSM
Foto: Fernanda Ramos / New Co DSM

Apesar da projeção de leve queda da produtividade da soja por hectare no Rio Grande do Sul pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) divulgou na terça-feira previsões diferentes e de crescimento.

A projeção da Emater é de que a safra de grãos deve bater recorde por conta do aumento na área plantada e também da produtividade. Para ela, o Rio Grande do Sul deverá colher inéditos 30,8 milhões de toneladas nas lavouras de verão, aumento de 2,7% em relação ao ciclo passado. O volume irá injetar R$ 29 bilhões na economia gaúcha, sendo que mais da metade é responsabilidade da soja, conforme projeção divulgada durante a Expodireto-Cotrijal. 

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Para a economia da Região Central, só a soja deve representar um volume de R$ 2,9 bilhões. O impacto econômico refere-se apenas ao valor da produção, sem considerar os reflexos indiretos na indústria, comércio e serviços.

– Deve haver impacto nesses setores. Não há dados precisos, mas na indústria nós percebemos ânimo maior das empresas que comercializam maquinário, apesar de o produtor ainda estar cauteloso com os gastos, afinal, houve uma quebra na safra passada. Agora, com a projeção de uma safra forte para este ano, o produtor deve investir mais. Comemora o produtor e também a região – relata o economista especialista em agronegócio Rafael Poerschke.

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Na região, a lavoura de soja era projetada em 900 mil hectares, mas foi superada quase 21 mil hectares, alcançando 920.997. A expectativa é de uma colheita fortalecida pela previsão de tempo seco, já que a chuva prejudicou o plantio e a colheita na safra passada, segundo especialistas. 

Tupanciretã, que é o maior produtor de soja no Estado, semeou 146 mil hectares, e a estimativa é de que a produtividade média seja de 3 mil kg/ha, maior do que a média estadual. É uma produção de 438 mil toneladas – mais de 6 milhões de sacas. É justamente no município que ocorre a 10ª abertura oficial da colheita da soja, marcada para o dia 24 deste mês.

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– No país, 8% da lavoura já foi colhida. Com isso, o mercado internacional voltará suas atenções para o clima no Brasil, principalmente no que se refere a um possível problema na colheita e produtividade com a especulação em cima deste fundamento, devendo manter os preços internacionais estáveis ou com leve alta em relação aos preços praticados em dezembro – explica Poerschke.

Já a cooperativa Cotrijuc, de Júlio de Castilhos, avalia que o dólar baixo e o aumento dos estoques de soja devido à boa produção nas Américas pode manter os preços mais baixos este ano.

Conforme a Emater, os preços médios nacionais de janeiro de 2017, tiveram uma queda se comparados a dezembro de 2016, cotados, em média, a R$ 67,13 (saca de 60 kg). Na Região Central, o valor é menor, com a saca sendo vendida a R$ 63,57 em média.

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– Com a entrada da nova safra, a tendência de baixa deve continuar, principalmente com uma expectativa de queda do dólar. Apesar do forte início da colheita brasileira, a comercialização antecipada da safra no Brasil está pouco avançada em relação a outras safras, com poucos negócios firmados. O agricultor está esperando um melhor momento dos preços internacionais para fechar negócios _ avalia o engenheiro agrônomo da Emater, Francisco Palermo.

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Agricultor na localidade de Estância Velha, interior de Santa Maria, Silvio Ilha Diniz planta soja e se baseia nos dados fornecidos pelos órgãos públicos, além da própria experiência, para tomar decisões. Ele concorda com a avaliação dos dois especialistas.

– São boas as expectativas de produtividade devido à regularidade da chuva, boa insolação e manejo adequado das lavouras, mesmo com a queda no preço – diz Diniz.

Foto: DSM / DSM


 
 

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