Projeto da UFSM ajuda agricultores a sair da informalidade  - Diário de Santa Maria

Agronegócio09/03/2017 | 14h00Atualizada em 09/03/2017 | 14h00

Projeto da UFSM ajuda agricultores a sair da informalidade 

Iniciativa tirou 35 produtores da informalidade

Projeto da UFSM ajuda agricultores a sair da informalidade  Mario Sarturi/Divulgação
Foto: Mario Sarturi / Divulgação

A Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) desenvolveu um projeto na Quarta Colônia que ajudou agricultores, principalmente produtores de leite, a melhorar o processo de industrialização da matéria-prima e fabricação de produtos.

O resultado foi a retirada de 35 deles da informalidade, que agora estão à frente de agroindústrias devidamente regularizadas.

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De acordo com a direção do Centro de Ciências Rurais (CCR), o projeto foi batizado de Produtos da Colônia, e só foi possível por conta de um investimento privado de cerca de R$ 400 mil. Inicialmente, equipes de alunos e professores da UFSM fizeram um mapeamento da Quarta Colônia, que identificou 110 agroindústrias informais. Dessas, 48 se mostraram interessadas em participar, mas 13 delas desistiram antes do fim do projeto, que durou três anos.

Foto: Mario Sarturi / Divulgação

Essas empresas receberam capacitação técnica, em gestão, redes de cooperação, criação e divulgação da identidade dos produtos coloniais. Ainda, parte do dinheiro recebido foi usado para aquisição de equipamentos para melhora da produção, além de pagar bolsas para três professores e 25 alunos dos cursos de Extensão Rural, Tecnologia e Ciência dos Alimentos e Desenho Industrial.

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A professora Neila Richards, que participou do projeto, relata que, entre os benefícios para a entrada na formalidade, estão a concessão de selos de qualidade, que atestam a procedência do produto e permitem que ele seja comercializado regional, estadual e nacionalmente.

– Caso o produtor seja informal, ele vai vender de forma clandestina, mesmo que ele não tenha a intenção de cometer uma irregularidade. Mas se algum órgão de fiscalização fizer vistoria no espaço de produção, ele poderá ser interditado e o produto apreendido – explica Richards.

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Foi o caso da empresa Saviare, que produz iogurte e queijo parmesão. Antes do projeto, a empresa enfrentava problemas com processo de produção e venda, e, após os três anos de trabalho junto à UFSM, segundo os proprietários, a situação foi revertida, o que permitiu ampliar a comercialização para além da Quarta Colônia.

Neila avalia que o projeto ajuda na preservação da gastronomia das agriculturas de base da região, alguém de auxiliar o produtor a viabilizar fontes de renda alternativas, o que por sua vez gera renda. Ela lamenta, no entanto, que haja produtores que ainda assim prefiram se manter informais, e pretende investir em ações educativas que mudem essa mentalidade.

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– Uma das agroindústrias fazia rapadura, por exemplo. O proprietário não tinha interesse em se legalizar. Vendia o produto dele na localidade onde residia, a partir de um carro estacionado, onde pendurava os produtos e vendia. Não tinha interesse em melhorar o produto e a produtividade. É difícil – conta Neila.

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O investimento para o projeto foi custeado pela Abengoa Brasil, empresa financiada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Como contrapartida, a empresa investiu 1% de seu lucro em desenvolvimento social. A Abengoa atua no ramo de engenharia, construção e infraestrutura.

 
 

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