Indicadores da economia trazem sinais de esperança para 2017 - Diário de Santa Maria

Opinião09/03/2017 | 13h36Atualizada em 09/03/2017 | 13h36

Indicadores da economia trazem sinais de esperança para 2017

Colunista de Finanças pessoais, Fábio Nascimento fala de dois indicadores e como eles podem afetar o nosso dia a dia 

Embora um dos ditos populares mais citados nesta época do ano, "o Brasil só começa a funcionar depois do Carnaval", seja quase uma verdade, não é bem assim que funciona quando falamos em economia.

Foto: Pixabay divulgação / Pixabay divulgação

Nesta semana, as expectativas de crescimento anual Produto Interno Bruto PIB) feitas pelo mercado financeiro para o nosso país foram revisadas "para cima". Claro que foi um valor ínfimo, algo passando de meros 0,48% para 0,49% (dados divulgados pelo Banco Central _ Relatório Focus).

Há quem diga que é pouco, mas quando comparado à contração de -3,8% no ano de 2015, vemos que existe uma esperança no fim do túnel. O PIB, que é o somatório de todos os bens e serviços produzidos no país em determinado período de tempo (um ano), é um conceito geográfico, ou seja, nele é contabilizada toda a produção feita dentro das fronteiras brasileiras, independente da nacionalidade de quem o produz.

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Por exemplo, o que uma multinacional produz aqui é contabilizado no "nosso" PIB, mesmo que seus lucros sejam remetidos para fora. Abaixo temos um gráfico que demonstra a evolução do PIB brasileiro nos últimos anos:

Foto: Reprodução

Eu, particularmente, gostaria de usar, a nível de crescimento econômico brasileiro, o conceito do PNB (Produto Nacional Bruto), que é um conceito de titularidade ou de soberania.

Nele, não importa onde o produto é feito, e sim quem é o dono dos meios da produção, podendo esta ser realizada em qualquer parte do mundo. Por exemplo, empresas brasileiras que tem fábricas no Exterior contabilizam esse indicador de forma positiva, remetendo lucros para o nosso país. Em geral, países desenvolvidos como a Alemanha e os Estados Unidos têm o valor do PNB superior ao do PIB, o que não é o nosso caso.

Sobre a inflação, o mercado está com um pensamento, como sempre, "otimista". O valor esperado do IPCA para 2017 é de 4,36%, ficando dentro da meta do governo _ valor que, considerando a tolerância de 1,5% para mais ou para menos deve oscilar entre 3% e 6%.

No ano passado, a inflação registrada no Brasil ficou em 6,29%, valor também dentro da meta daquele ano e que, quando comparada à de 2015 (10,67%), é notoriamente menor e mais administrável pelos setores econômicos.

Mesada: dar ou não dar?

Em Santa Maria, o valor calculado pelo Índice do Custo de Vida de Santa Maria (ICVSM) atingiu 0,15% em janeiro, o que quando comparado com o mesmo período de 2016 (1,62%), nos leva a crer que este ano seja realmente um período de diminuição da pressão inflacionária e de uma possível recuperação econômica.

Então, mesmo que para alguns o ano só tenha começado nesta semana, a economia não parou. E, felizmente, seus números positivos nos trazem esperança para encararmos mais uma jornada de muito trabalho.

Mãos à obra.


 
 

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