Software criado na UFSM ajudará agricultor na previsão da produtividade de arroz - Diário de Santa Maria

Agronegócio07/02/2017 | 10h25Atualizada em 07/02/2017 | 12h07

Software criado na UFSM ajudará agricultor na previsão da produtividade de arroz

Parceria com o Irga ajuda produtor a planejar melhor o trabalho na colheita

Foto: Irga / Divulgação

A Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) firmaram uma parceria para o desenvolvimento de uma metodologia que ajuda o produtor rural na previsão da produtividade da lavoura de arroz na Região Central – e forneça dados que ajudam na correção do cultivo. Para isso, é usado um software criado na UFSM – o SimulArroz – que faz o cálculo de produtividade do grão levando em conta, por exemplo, o período de semeadura, crescimento do cereal e condições climáticas as quais está sujeito.

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O programa de computador tem a capacidade de prever como o arroz se comporta e qual o possível resultado no período da colheita, simulando diferentes situações.

– É um método bastante detalhado. Nós informamos as condições meteorológicas diárias, a data da semeadura e o nível tecnológico da lavoura. Com essas informações, o sistema calcula os principais processos fisiológicos da planta e no final nos dá o rendimento de grãos de arroz que pode ser colhido nesta lavoura – explica o professor Nereu Augusto Streck, do Centro de Ciências Rurais (CCR) da UFSM.

O método ainda está em fase de testes, mas acertou na previsão para este ano. Conforme divulgado pelo Diário na edição do dia 3 de fevereiro, a expectativa dos produtores é de retomada de uma boa colheita após uma quebra de 30% na safra anterior. 

Conforme a UFSM, a probabilidade é de que a safra tenha produtividade igual ou acima da média histórica. Isso quer dizer que não há previsão de quebra. Se as condições meteorológicas continuarem favoráveis e os produtores prosseguirem com o manejo recomendado, a recuperação é quase certa.

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A previsão do sistema é de que a produtividade média seja de 151 sacas de arroz (cada uma com 50 kg) por hectare, ou seja, 7,5 mil quilos por hectare. Produtores da região acreditam que deve variar entre 150 e 180 sacas por hectare.

Para Streck, a parceria com o Irga é fundamental, pois o instituto tem capacidade de obter as condições reais das lavouras de arroz, dados que são necessários para a eficiência do sistema.

Cada boletim do SimulArroz é publicado de 15 em 15 dias no site do Irga e da UFSM. Neles há detalhes sobre as previsões das safras e indicações de práticas de manejo da cultura.  A parceria foi firmada para durar cinco anos. Conforme o Irga, os dados serão ferramentas importantes para o produtor rural que saberá, por exemplo, a hora mais adequada para realizar a última adubação. A metodologia é baseada no sistema de previsão da safra do milho nos Estados Unidos.

 
 

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