Site desenvolvido pela UFSM ajuda produtores no cultivo de mandioca - Diário de Santa Maria

Produtividade15/02/2017 | 14h15Atualizada em 15/02/2017 | 15h22

Site desenvolvido pela UFSM ajuda produtores no cultivo de mandioca

Plataforma online reúne dados sobre clima, tempo e condições do solo 

O terceiro principal produto agrícola de Santa Maria, a mandioca, ganhou um aliado virtual para melhorar o cultivo na lavoura. Desde 2006, alunos e professores do Centro de Ciências Rurais (CCR) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) desenvolvem uma plataforma online para auxiliar os produtores. 

Do resultado desses estudos,  tomou forma, há dois anos, o Simanihot (¿si¿, de simulador, e ¿manihot¿, nome científico da mandioca), plataforma desenvolvida dentro do Departamento de Fitotecnia. O site reúne dados sobre clima, tempo e condições do solo, por exemplo, e ainda simula o crescimento da raiz. Isso ajuda o agricultor no cultivo, já que ele terá maior precisão sobre o resultado da sua safra, o que significa menos chances de erro.

Foto: Equipe Simanihot / Divulgação


Segundo a professora e chefe do departamento, Isabel Lago, a mandioca tem, entre suas características, fragilidade ao frio, o que restringe o período da produção no Estado para entre 21 de setembro e 30 de novembro. Também ao excesso de chuva, o que dificulta o cultivo mesmo quando o clima é mais quente, já que o período é chuvoso.

– Ainda assim, é uma das principais culturas. Só que, em vez de ser um produto para ser exportado, como arroz e soja, ele é usado para subsistência e nutrição animal – explica Isabel.

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São produzidas 13,5 mil toneladas de mandioca por ano na cidade, de acordo com a Secretaria de Desenvolvimento Rural. A cultura fica atrás somente do arroz (cerca de 66 mil toneladas ao ano) e soja (mais de 110 mil).

Testes a campo

Este é o mérito da produção de mandioca e o motivo de haver uma equipe de estudiosos debruçada sobre o assunto: a nutrição animal. Conforme a extensionista da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), Luana Fernandes Tironi, ela é uma cultura complementar que se adapta facilmente a diferentes solos, mas dá muito resultado.

– Falando sobre a raiz, já que toda a planta é aproveitável, pode render entre 30 e 35 toneladas por hectare, e com o manejo simples, sem precisar de um grande cuidado – explica Luana.

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Foi ela, enquanto estudante de mestrado do curso de Agronomia, a responsável pela existência do Simanihot. Luana coletou dados, inicialmente, a partir de bancos de órgãos oficiais e, depois, com testes em Santa Maria e mais três cidades. Já as pesquisas iniciaram em 2005.

– A partir daí, surgiu a ideia da elaboração de um aplicativo mais acessível ao usuário, por meio de uma interface gráfica – afirma Amanda Santos, mestranda em Agronomia e integrante do grupo.

 
 

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