Região é destaque na produção de olivas  - Diário de Santa Maria

Agronegócio11/02/2017 | 12h00Atualizada em 11/02/2017 | 12h00

Região é destaque na produção de olivas 

Caçapava é pioneira. São Sepé sediará abertura da colheita. Santa Maria tem solo apropriado

Região é destaque na produção de olivas  Leandro Ineu/Divulgação/Prefeitura de São Sepé
Em março, ocorre a abertura ofical da colheita de oliveira no Estado no município, que tem 75 hectares de área plantada em São Sepé Foto: Leandro Ineu / Divulgação/Prefeitura de São Sepé
Alessandra Noal
Alessandra Noal

Especial

Não é de hoje que a produção de oliva tem se destacado no Rio Grande do Sul. Tanto que uma das pioneiras interessadas pela olivicultura, há 12 anos, foi Caçapava do Sul. Atualmente, existem, em média, 160 produtores no Estado, que plantam em uma área total de 2 mil hectares de oliveiras – 90% deles na Metade Sul, com destaque para municípios da região de cobertura do Diário de Santa Maria, como Caçapava do Sul, Formigueiro e São Sepé.

De acordo com o engenheiro agrônomo Paulo Lipp, coordenador da Câmara Setorial da Citricultura e Olivicultura na Secretaria de Agricultura, Pecuária e Irrigação, a meta é chegar a 3 mil hectares até o final de 2018.

– A área de oliva no Estado tem crescido 400 hectares por ano. Isso, em 2016, representou um crescimento de 25% de área plantada em relação a 2015 – diz.

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No Estado, as áreas de plantio estão espalhadas em 55 municípios. A maioria dos olivais está em fase de formação das plantas. Em média, a primeira colheita pode ser feita depois de três anos e meio. Em 2016, foram colhidas 300 toneladas de oliva.De acordo com o diretor da Tecnoplanta Florestal, Eudes Marchetti, o valor do quilo colhido de oliva custa de R$ 2,70 a R$ 3. Por ano, a colheita, considerando um pomar adulto (acima de oito anos), rende 6 toneladas, de R$ 15 mil a R$ 18 mil, em média, por hectare.

O solo gaúcho é um dos mais visados do país para o negócio. Um dos motivos é o clima frio, indicado para a produção. O plantio exige cuidados intensivos da fruticultura, como observação do dono e boa assistência técnica. O local deve ter bom escoamento de água e cuidados com a geada.

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A colheita é feita de duas formas: manualmente ou com maquinário, quando a área for muito grande. No Brasil, o mercado é considerado novo. Por isso, grupos estrangeiros têm visto a possibilidade de produzir por aqui. Segundo Lipp, o perfil do empreendedor de oliveiras são empresários que estão pensando em longo prazo, em deixar como investimento para a família.

Visando fortalecer a cultura da oliva, a partir deste semestre, a Secretaria de Agricultura fará um mapeamento das áreas de produção e um cadastramento de produtores e indústrias de azeites e conservas.

Atualmente, existem oito fábricas e 14 marcas de azeite no Estado. No ano passado, 30 mil litros de azeite foram produzidos no Estado. Para 2017, a expectativa é superar 40 mil. Além do azeite, a partir da oliva, são produzidas as azeitonas, porém, o mercado é muito incipiente.

– A conserva é um bom negócio, leva vários meses para ficar pronta e vender. Creio que o azeite tem sido a opção número um. Em um mês depois de colhido, já está vendendo – diz Lipp.

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A abertura da colheita da oliva no Estado será em São Sepé. O evento acontecerá no dia 15 de março, às 14h, em uma propriedade localizada às margens da BR-290. Além dos produtores do RS, o encontro vai reunir gente de São Paulo, Santa Catarina Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo e Uruguai. Ainda devem confirmar presença produtores da Espanha e de Portugal.

Conforme o prefeito de São Sepé, Léo Girardello, a cidade foi escolhida, porque tem a maior área plantada da região – são 75 hectares de oliveiras, uma das maiores lavouras do Estado.

Em Santa Maria, segundo informações do técnico responsável pela área de fruticultura, do escritório municipal da Emater, Guilherme Godoy dos Santos, alguns pomares já foram implantados no inverno do ano passado e, provavelmente, a colheita será em 2019.

– Os nove distritos são bons para oliveiras – diz Santos.

O programa Pró-Oliva dá as mudas, por meio da prefeitura, para os produtores. A Emater presta assistência técnica gratuita. 


SOBRE A CULTURA

– Safra 2017 – Projeção é aumentar 25%

– Total de área plantada – 2 mil hectares 

Principais produtores – Caçapava do Sul, Pinheiro Machado, Cachoeira do Sul, Santana do Livramento, Canguçu, Dom Pedrito, Candiota, Jaguarão, Bagé, Encruzilhada do Sul, Formigueiro, Piratini, São Sepé, Barra do Ribeiro, entre outros (são 55 no total)

14 empresas produzem azeite de oliva no Estado, uma em Formigueiro (Olivais da Fonte) e outras cinco em Caçapava do Sul (Cerro dos Olivais, Costi Olivos, Dom José, Prosperato e São Pedro)

 
 

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