Por que o caminhão do peixe está parado há quase um ano em Santa Maria - Diário de Santa Maria

Agronegócio01/02/2017 | 09h50Atualizada em 01/02/2017 | 09h50

Por que o caminhão do peixe está parado há quase um ano em Santa Maria

Veículo comercializava, nas ruas da cidade, o pescado produzido no interior do município

Por que o caminhão do peixe está parado há quase um ano em Santa Maria Gabriel Haesbaert/DSM
Caminhão está na garagem da Secretaria de Infraestrutura, pois não há abatedouro para os peixes produzidos na cidade Foto: Gabriel Haesbaert / DSM

Desativado há cerca de um ano, o caminhão do peixe está na garagem da Secretaria de Infraestrutura. Porém, a previsão da prefeitura é arrancar em direção aos bairros e vilas de Santa Maria ainda este ano, retomando a comercialização de carpas e tilápias, produzidas no interior do município. 

A agroindústria familiar de pescado, que será responsável pelo abate, está pronta e aguarda a liberação do Executivo municipal, responsável pelas licenças, para entrar em funcionamento e ter produto para vender no caminhão. O veículo rodava desde 2012 por meio de uma parceria entre a prefeitura e a Associação de Piscicultores de Santa Maria (Apism). Porém, no começo de 2016, foi desativado após o fechamento do antigo estabelecimento que processava o peixe para ser vendido no caminhão.

– A única coisa que está faltando é a licença (para o funcionamento do abatedouro). Assim que tiver a liberação, o caminhão voltará a ser usado – disse o secretário de Desenvolvimento Rural, Rodrigo Menna Barreto.

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Ele, entretanto, não definiu data para o caminhão voltar a circular. Já a assessoria de imprensa da prefeitura informou que os trâmites burocráticos para o licenciamento estão em fase final e podem estar concluídos em um mês. Larissa Dal Piva, gerente da Agroindústria de Pescado Dal Piva, que fará o beneficiamento dos peixes que são comercializados no veículo, disse que a obra está pronta há dois anos. Porém, não abre por causa da burocracia envolvendo as licenças para funcionamento.

– Estamos nas mãos dos órgãos públicos – afirmou ela.

A agroindústria está localizada em Arroio Grande. A estrutura abriga salas de limpeza, processamento e armazenamento, e tem capacidade para beneficiar até 5 mil quilos de peixe por dia. Além de Arroio Grande, a atividade de piscicultura em Santa Maria também está concentrada em Boca do Monte. 

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 O presidente da Apism, José Antônio Machado, disse que o proprietário da agroindústria ficou de dar um retorno à associação, no final de fevereiro, sobre o licenciamento: 

– Nós precisamos fazer o frigorífico funcionar. Produto, nós temos. O que tranca é a falta de abate – destacou. 

 Vinte e três produtores estão cadastrados para comercializar no caminhão do peixe. O roteiro era definido pela Apism e cada dia um produtor fazia a venda no veículo, que pertence à prefeitura. Conforme o presidente da associação, era comercializada uma média de 70 toneladas por ano, mas estava sendo ampliada a quantidade nos últimos meses de funcionamento. 

Segundo secretário de Desenvolvimento Rural, o veículo oportunizava aos piscicultores fazer uma safra quase tão boa quanto a da Semana Santa. Como é uma parceria entre prefeitura e Apism, os produtores têm de comercializar os peixes a um valor 20% menor do que o de mercado. Com o funcionamento da agroindústria, os piscicultores também poderão fornecer peixe para o Restaurante Popular e para merenda escolar. Futuramente, a ideia é diversificar os produtos comercializados.

 
 

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