Dois dos oito candidatos a prefeito de Santa Maria ficaram com dívidas de campanha - Diário de Santa Maria

Prestações de contas21/02/2017 | 11h02Atualizada em 21/02/2017 | 11h02

Dois dos oito candidatos a prefeito de Santa Maria ficaram com dívidas de campanha

Um dos concorrentes ficou devendo R$ 221 mil

Dois dos oito candidatos a prefeito de Santa Maria ficaram com dívidas de campanha Divulgação/Divulgação
Foto: Divulgação / Divulgação

A primeira campanha eleitoral pela prefeitura de Santa Maria sem doações de empresas deixou dois dos oito candidatos endividados e quebrando a cabeça para quitar as contas (veja os detalhes no quadro abaixo). Os dados foram obtidos por meio do site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). 

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O maior montante corresponde a Fabiano Pereira (PSB), que contratou R$ 314.339,91 em serviços, tendo pago R$ 92.346,58. Ou seja, ainda precisa arcar com um débito de R$ 221.993,33. Segundo ele, está em etapa de formulação, um plano para ser apresentado ao partido com o objetivo de solicitar ajuda e, assim, quitar o débito, apesar de já ter recebido R$ 45.904 em doação partidária.

– Penso na negociação junto aos fornecedores e parcelamento do débito. Financiamento é algo que não pensei ainda. Como toda campanha, ela foi orçada, mas do início até o final muita coisa muda – explica Fabiano.

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Ele relata ainda que o valor alto não lhe deixa em uma saia justa por conta do planejamento feito antes de ele começar a investir na candidatura. Fabiano, que ficou em terceiro lugar no primeiro turno, afirma que o investimento valeu a pena e que concorreria novamente, pois acredita que uma mudança de estrutura requer esforço e tempo. Hoje, se autodefine como funcionário do partido.

O outro candidato que ficou devendo é Jorge Pozzobom (PSDB), que venceu a eleição no segundo turno e hoje é prefeito de Santa Maria. A dívida é de R$ 118.528,90, pois contratou R$ 502.223,70 – foi o candidato que mais gastou – e, até agora, pagou R$ 383.694,80.

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O tucano relata que também vai pedir ajuda ao partido, e que não descarta contrair um empréstimo pessoal, mas só se for realmente necessário.

– A legislação permite o parcelamento, e é isso que pretendo fazer. Foi uma campanha bacana, e é, claro, que valeu a pena – diz o prefeito eleito no segundo turno com 73.003 votos.

Pozzobom recebeu R$ 177 mil de partidos. A exemplo dele, Valdeci Oliveira (PT), que teve uma das campanhas mais caras (R$ 400.122,34), recebeu R$ 297,5 mil de partidos. Ele também disputou o segundo turno e recebeu 72.777 votos.

Menos de R$ 50 mil

Fora os três políticos, os demais candidatos tiveram campanhas que não chegaram a custar R$ 50 mil e todos quitaram suas dívidas. Uma das campanhas mais baratas foi a de Jader Maretoli (SD), que investiu quase R$ 4.570. 

Empresário, tem uma produtora de eventos, e como os maiores gastos são com produção de conteúdo para as diferentes mídias (impressa, radiofônica, televisiva e online, por exemplo), pode economizar.

– Muitos amigos ajudaram na produção de conteúdo, então não houve contratação de empresas para vários serviços – explica Maretoli, que angariou R$ 6.917.

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Antônio Augusto Mayer dos Santos, advogado especialista em Direito Eleitoral, conta que sim, a eleição de 2016 foi diferente devido à proibição de doação de empresas, mas que não fugiu à normalidade os endividamentos, a dificuldade enfrentada por concorrentes para pagar as contas e candidatos que foram ao segundo turno terem desembolsado mais.

– Acontece de empresários, por não ser possível utilizar o CNPJ da empresa, preferirem não ligar seu nome ao de um partido no 1º turno (podem doar como pessoa física), então os políticos captam menos. Agora, em um 2º turno como o de Santa Maria, onde houve uma polarização partidária, a situação mudou, e pode ter sido por isso que os valores desembolsados foram tão maiores que os de outros candidatos. Mas a dívida é um problema. Se não for paga em um tempo razoável, pode virar uma bola de neve, ainda mais quando atinge a casa dos R$ 100 mil, o candidato não se elege e precisa pagar do próprio bolso – explica Santos.

O acerto de contas junto à Justiça Eleitoral é uma das exigências para o político concorrer em uma futura eleição.


 
 

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