Com área menor, colheita de porongos começa no próximo mês - Diário de Santa Maria

Na região17/02/2017 | 14h15Atualizada em 22/02/2017 | 12h37

Com área menor, colheita de porongos começa no próximo mês

A expectativa para safra é colher cerca de 2,1 milhões de frutos no Rio Grande do Sul  

Com área menor, colheita de porongos começa no próximo mês Fernanda Ramos/NewCo DSM
Foto: Fernanda Ramos / NewCo DSM
Alessandra Noal
Alessandra Noal

Especial

A safra do porongo, fruto utilizado na fabricação de cuias de chimarrão, está no final. Até o início de março, os produtores já começam a se preparar para a colheita.

De acordo com a Emater em Santa Maria, neste ano, a expectativa para safra é colher cerca de 2,1 milhões de frutos no Estado. A produtividade média é de 6 mil porongos por hectare. Porém, o número não representa um crescimento, ou seja, a colheita poderá ser considerada estável.

Segundo o engenheiro florestal e extensionista rural Marciano Loureiro Filho, o mercado retraiu-se de quatro anos para cá.

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– Muita gente abandonou o plantio de porongos e optou por investir em outros produtos. Restaram os que têm perfil e gostam da atividade. Para 2017, a tendência é uma safra normal, mas ainda é cedo para prever– salienta.

Produção local

Atualmente, existem em torno de 15 produtores que residem em Santa Maria, mas plantam em outros municípios. Cada um tem, em média, 20 hectares de lavoura de porongo, totalizando 350 hectares na região. Eles estão divididos entre Restinga Seca e Formigueiro (100 hec), Cacequi (150 hec) e Santa Maria (100 hec), principalmente, no distrito de Arroio do Só, e nas localidades de Pains e Água Boa

De acordo com Marciano, os produtores optam por plantar nessas cidades e distritos porque o custo da terra é menor. Edimilson Guimarães Xavier, 37 anos, tem 15 hectares de porongo. Ele planta há 17 anos. Para o agricultor, o mercado já esteve melhor.

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– Faz anos que o preço da cuia não ajuda. Mas temos esperança de que, este ano, o valor será melhor, ainda mais que a produção está menor– fala.

Xavier acrescenta que, em 2017, a sua produção foi um pouco prejudicada devido às chuvas.

 - O porongo fica viçoso e aí bate a peste e os insetos. Com a chuva fica mais difícil de combatê-los– explica.

Por safra, ele colhe cerca de 6 mil porongos por hectare. A colheita, que dura de quatro a cinco meses, dá um lucro de R$ 20 mil, em média. A venda é feita por unidade. O valor de cada um custa de R$ 1 a R$ 1,20, vai depender da qualidade e do tamanho.

Beneficiamento

Um dos locais que compra o produto de Xavier é a fábrica do Moraes, em Arroio do Só. O dono João Batista Moraes, 49 anos, conta que a cuia é entregue cortada e limpa. Depois disso, a fábrica faz o lixamento, polimento, as gravações e deixa o produto pronto para o comércio.

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A maior parte das cuias do Moraes são vendidas para um atacado no Paraná. O valor depende do modelo e do tamanho. A mais barata é R$ 3,30 e a mais cara fica na faixa de R$ 6,50. O microempresário conta que vende na faixa de 12 mil cuias por mês.

– Hoje, o mercado está razoavelmente bom, está normalizando. O ano começou melhor. Da metade de 2015 até o final de 2016 estava complicado – lembra.

 
 

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