Carne produzida na região será exportada para os Estados Unidos  - Diário de Santa Maria

Mercado internacional02/02/2017 | 11h00Atualizada em 02/02/2017 | 11h00

Carne produzida na região será exportada para os Estados Unidos 

Frigorífico de São Gabriel foi o primeiro a ganhar autorização. De Santa Maria está em processo de liberação

O frigorífico Marfrig, unidade de São Gabriel, é o primeiro do Estado a receber a habilitação do Ministério da Agricultura para exportar carne in natura para os Estados Unidos (EUA). O contrato firmado com o país norte-americano prevê a venda de 60 toneladas de carne bovina in natura. Com a habilitação, a estimativa é que sejam criados até 150 empregos diretos. Além disso, a lucratividade da empresa pode aumentar em até 20%. 

O presidente do Sindicato Rural de São Gabriel, Tarso Teixeira, acredita que isso vai fomentar a economia de toda a região de São Gabriel. 

– Esta é uma notícia que ajuda a combater um certo pessimismo que existia na pecuária de corte, que muitos consideram estar sendo engolida pelo soja – diz Tarso.

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O processo de liberação da carne brasileira in natura para os EUA teve início em setembro de 2016. A unidade de São Gabriel foi escolhida como a primeira do Estado por ter sido considerada a mais moderna do Rio Grande do Sul de acordo com o Ministério da Agricultura.

Foto: Fernando Ramos / Agencia RBS

A habilitação levou algum tempo ser concedida por conta da burocracia que envolve. É necessário vistoriar o frigorífico, visitar propriedades rurais que fornecem a carne para, assim, checar a qualidade dos animais, avaliar a logística e também a questão sanitária.

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A carne exportada será dos cortes dianteiros dos animais, já que o mercado norte-americano consome mais desse tipo, que geralmente é usado para o preparado do hambúrguer. A ideia é que, até o ano vem, outras partes do bicho também passem a ser exportadas para la. Além disso, é um dos cortes que oferece maior remuneração.

Frigorífico Silva aguarda autorização

Quem também está em processo de liberação de comercialização da carne para os EUA é o Frigorífico Silva, de Santa Maria. Segundo o diretor industrial da empresa, Mateus Correa da Silva, o processo encontra-se na fase de negociação com a prefeitura, pois ela precisa viabilizar a inspeção de abate, que, segundo critérios de exportação, deve atender linha oficial de verificação.A Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul) também comemora a abertura do mercado externo norte-americano ao produto brasileiro. 

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A carne bovina já era comercializada aos mercados russo, israelense e iraniano. Isso colocou o país no posto de segundo maior exportador do produto no mundo. Além dos Estados Unidos, ainda existe sinalização para a venda ao México, ao Canadá, ao Japão e à Coreia do Sul, sendo que os dois últimos pagam mais caro por ela.Dados de 2016 dão conta de que foram produzidos 9,4 milhões de quilos de carne em todo o Brasil. Dessa quantidade, 7,8 milhões foram consumidos. Isso quer dizer que 1,6 milhão poderiam ser destinado para o consumo do mercado externo.

 
 

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