84 leilões e feiras devem movimentar a região até o fim do ano - Diário de Santa Maria

Agronegócio 18/02/2017 | 10h01Atualizada em 18/02/2017 | 10h01

84 leilões e feiras devem movimentar a região até o fim do ano

Entre a programação de eventos está a Expojuc e a Expointer

84 leilões e feiras devem movimentar a região até o fim do ano Maiara Bersch/Agencia RBS
Foto: Maiara Bersch / Agencia RBS

O agronegócio movimenta cifras bilionárias anualmente no Estado. A crise econômica afetou o setor em 2016 fazendo reduzir o número de feiras e de leilões e também reduzindo a comercialização de animais e de maquinário. Para este ano, a expectativa é de retomada em todos os seguimentos do agronegócio. O Diário fez um levantamento do calendário de eventos na região e mapeou 84 leilões e feiras em 16 cidades até o fim de 2017.

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Com previsão de reunir 440 expositores em outubro, a organização da Expojuc espera a retomada dos negócios. À frente da feira, a maior da região em número de expositores, Júlio César Batistella não revela números, mas admite que o ano passado foi ruim.

– Foi um ano (2017) muito difícil, diminuiu a comercialização, desde os insumos até o maquinário, e houve menos shows. O resultado foi positivo frente a tudo isso, mas menor do que poderia ter sido – diz Batistella.

A Expointer, maior feira agropecuária do Estado, que ocorre todos os anos em Esteio, movimentou R$ 1,7 bilhão em 2015. Já em 2016, foram R$ 1,5 bilhão. A população também foi afetada pelo cenário, pois sentiu no bolso o peso dos produtos agropecuários nas gôndolas dos supermercados conforme avalia o curso de Ciências Econômicas do Centro Universitário Franciscano, Mateus Frozza.

Na imagem abaixo, clique nos meses do ano para ver o calendário dos leilões e feiras da região:

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Na contramão do desempenho negativo que marcou os eventos de agronegócios no ano passado, a Feira Nacional do Trigo (Fenatrigo) em Cruz Alta teve um resultado surpreendente. Segundo o presidente da comissão organizadora, Airton Becker, o volume de negócios da edição passada ultrapassou R$ 30 milhões, o que representou um aumento de 87,5% em relação a 2015. Para ele, o resultado foi fora da curva e os méritos foram da organização do evento. 

O mestre em Economia voltada para o agronegócio, Lucas Rodolpho Schvarcz explica que o setor é mais volátil se comparado a outras áreas, como serviços, por exemplo. Os preços variam mais e a demanda impacta diretamente no valor dos produtos. 

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– Vejo com otimismo as feiras deste ano porque o cenário político parece mais estável, o que torna a taxa de juros previsível. Isso propicia mais fechamentos de negócios – diz Schwarcz.

 
 

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