Saiba quem é o secretário que se mantém pelo quinto governo na prefeitura de Santa Maria  - Diário de Santa Maria

Longevidade pública09/01/2017 | 20h20Atualizada em 09/01/2017 | 20h20

Saiba quem é o secretário que se mantém pelo quinto governo na prefeitura de Santa Maria 

Carlos Brasil Pippi Brisola já integrou outras quatro gestões

Saiba quem é o secretário que se mantém pelo quinto governo na prefeitura de Santa Maria  Francieli Rebelatto/Agencia RBS
Pippi contabiliza 16 anos de serviços prestados à prefeitura de Santa Maria  Foto: Francieli Rebelatto / Agencia RBS

Se há alguém que conhece a engrenagem e os meandros da máquina pública essa pessoa é Carlos Brasil Pippi Brisola. Com 68 anos, sendo 16 deles de prefeitura, Pippi, como é conhecido, traz na bagagem nada menos do que passagem por cinco administrações municipais: Evandro Behr (1989-1992), José Haidar Farret (1993-1996), Cezar Schirmer/Farret (2009-2016) e, agora, Pozzobom (2017-2020). Os atributos técnicos e a experiência renderam a ele, agora, o convite (que foi aceito) para seguir na gestão Pozzobom (PSDB). 

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Pippi está à frente do chamado Gabinete de Governança – órgão nevrálgico da gestão tucana e que terá como função azeitar e alinhar as decisões mais importantes do Executivo. Mesmo sem filiação partidária, é ele quem vai tocar o Gabinete de Governança, pensado por Pozzobom e construído pelas mãos de Pippi.

– Eu sou penta (risos). Já passei por alguns governos. O Pozzobom é determinado, com afinco – diz Pippi. 

Discreto, ele é um exímio entendedor de como se dá o funcionamento de uma prefeitura. Formado em Administração pela UFSM, tem pós em Gestão Pública e Recursos Humanos pela Escola Superior de Administração Pública. Um especialista em generalidades, assim ele se define. E o currículo prova isso: foi ele, por exemplo, na gestão Behr, que viabilizou a primeira reforma administrativa do Executivo. 

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Coube a Pippi, ainda, criar o plano de carreira dos servidores e dos professores e formatar a Lei Orgânica do município – espécie de "constituição" com as diretrizes que devem ser seguidas pelo Executivo e Legislativo e também pelos moradores da cidade. 

Pragmático e exigente

A fala pragmática e objetiva aliada à capacidade técnica e a facilidade de comunicação com os mais variados segmentos – inclusive aqueles considerados "mais fechados" dentro de um governo – rendem a Pippi um diferencial. E talvez, por isso mesmo, ele se mantenha no centro do poder.

Disciplinador 

Disciplinador, Pippi é entendedor de que finanças e gestão andam lado a lado. Por isso mesmo, ele sustenta que a máquina pública precisa de processos eficientes e que sejam bem otimizados. A reforma administrativa – apresentada ainda em dezembro por Pozzobom – que reduziu de 20 para 12 o número de secretarias e que alterou a estrutura de outras seis pastas, é o caminho de quem se quer colocar como um político sério e gestor.

Pippi esteve à frente da reforma administrativa do governo Cezar Schirmer (PMDB) Foto: Ver Descrição / Agencia RBS

– Não há mais espaço para inchaço e demagogia. O que temos hoje é um novo modelo de gestão – pontua.

O gigantismo, típico de órgãos públicos com o loteamento da máquina e distribuição de CCs, é prejudicial e compromete "o todo da máquina", diz.Relação pessoalO convite para se manter no governo Pozzobom pode ter surpreendido muitos, mas o tucano e Pippi se conhecem há 16 anos. Por isso, veio o "sim" para seguir. 

Reservado, quando o tema é a vida pessoal, ele é ainda mais discreto e se limita a dizer que é "casado há muito tempo" e pai de três filhas. O santa-mariense volta, então, à pauta inicial: a prefeitura e a gestão Pozzobom, que ele demonstra confiança e expectativa:

– Ele não é centralizador, ele consulta a gente para tomar decisões. A ânsia dele é por soluções planejadas. 

Desde janeiro, assumiu o comando do Gabinete de Governança, órgão central na tomada de decisões da gestão Pozzobom Foto: Maiara Bersch / Agencia RBS

Da política à assessoria

Pippi apenas não esteve nos governos de Osvaldo Nascimento (PTB), entre 1997-2000, e de Valdeci Oliveira (PT), de 2001 a 2008. No primeiro, ele foi convidado a integrar a gestão trabalhista, mas declinou do convite por motivos pessoais. Já da gestão petista, não partiu nenhum convite. 

Mas antes de pavimentar seu ingresso na prefeitura de Santa Maria, Pippi trilhou sua funções em outra estrada: no Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer). Ele trabalhou por mais de 30 anos como analista rodoviário e se aposentou em 1998.Dentro do departamento foi, inclusive, diretor do órgão (entre 1983 a 1986). O primeiro cadastro de estradas do Daer foi feito por Pippi, ainda em 1975. 

Vasto currículo

Após passagem pelos governos Behr e Farret, em Santa Maria, Pippi capitalizou o conhecimento das estruturas organizacionais do poder público para prestar assessorias. 

De 2001 a 2008, contabilizou trabalhos técnicos para as prefeituras de Caxias do Sul (quando José Ivo Sartori, do PMDB, era prefeito), de Canoas (do petista Jairo Jorge), Rio Grande (do então prefeito e peemedebista Fábio Branco). Além disso, realizou serviços para diversas prefeituras gaúchas e também de Santa Catarina.


 
 

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