Saiba quais são os setores que mais vão gerar empregos em 2017 - Diário de Santa Maria

Economia28/01/2017 | 12h52Atualizada em 28/01/2017 | 12h53

Saiba quais são os setores que mais vão gerar empregos em 2017

O agronegócio, impulsionado pela boa safra, e a abertura do shopping, são promessas de vagas em Santa Maria

Saiba quais são os setores que mais vão gerar empregos em 2017 Germano Rorato/Agencia RBS
Anna Luiza, 64 anos, foi demitida em 2016, mas um mês depois já conseguiu um novo emprego de doméstica Foto: Germano Rorato / Agencia RBS

Os anos de 2015 e 2016 foram difíceis para quem buscava uma oportunidade de trabalho. Com a recessão, muitas empresas reduziram o quadro e não contrataram novos profissionais. Mas, os caminhos que se delineiam para 2017 são mais positivos. Para Santa Maria, a abertura de novas lojas e o agronegócio são promessas para gerar emprego.

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De acordo com a coach e diretora da Intelectus Consultoria, Lidiane Bertê, os cenários do mercado de trabalho são muito diferentes entre 2014 e 2016. No primeiro, havia bastante oferta de emprego, diferentemente dos dois últimos, quando as demissões foram acentuadas (leia abaixo). Como as empresas já "enxugaram" ao máximo suas equipes no último ano, as expectativas para 2017 são diferentes, diz Lidiane.

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Conforme a coach, o cenário, em especial no comércio, ainda não sentiu mudanças, já que as empresas seguem trabalhando com equipes enxutas. Mas já há processos seletivos em aberto para janeiro, na agência de Lidiane, o que traz esperança. Ela compara o janeiro deste ano com o do ano passado: agora, há cinco processos de seleção, e em 2016, não houve nenhum.

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– Estamos com uma expectativa positiva e, com esses processos abertos, já há um indicativo muito concreto de que as coisas começaram a mudar, de que começa a ter demanda de emprego em algumas empresas, de alguns segmentos – comenta Lidiane.

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Ela ainda complementa:

– No comércio, ainda não se tem o "vamos aumentar nossa equipe", isso ainda não existe. Por enquanto, é, no máximo, uma reposição. Não se reduz, mas também não se amplia.

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O cenário positivo para 2017 também é compartilhado pela especialista em Recurso Humanos e diretora da Futura Gestão de Pessoas, Telma Ré:

– Pelo que sentimos na primeira quinzena de 2017, a tendência é de uma retomada nas oportunidades de trabalho. Nessa primeira quinzena de janeiro, já trabalhamos com o número de um mês, praticamente, o que nos dá esperança de um cenário melhor neste ano.





As apostas

Conforme Telma, como já ocorre na cidade, os setores que mais devem gerar empregos são o comércio e serviços. Segundo ela, na sua agência recrutadora, foram mais de 350 vagas ofertadas em 2016. Para este ano, o número deve chegar a 500.

Já segundo Lidiane, algumas contratações grandes devem ocorrer neste ano. Entre elas, Lidiane destaca a abertura do Praça Nova Santa Maria. O shopping divulgou que deve gerar 1,5 mil vagas quando estiver com 100% das lojas, mas a expectativa é que mais da metade sejam abertas já na inauguração, em abril.

Conforme Lidiane, o segmento do agronegócio é outro que deve criar empregos. Segundo ela, há uma previsão de supersafra, o que deve impactar positivamente na economia local.

– Até aqui, o processo veio muito bem, o que nos dá uma expectativa de termos uma das melhores safras que já existiram. Então, já começamos a trabalhar com uma perspectiva de buscar profissionais para as empresas do segmento agro. São empresas de máquinas agrícolas, de insumo, de recebimento e armazenamento de grãos, que devem gerar emprego, fora as contrações diretas no campo – projeta Lidiane.





Últimos dois anos foram de dificuldades

Se em 2015 e 2016, as demissões em massa foram as protagonistas, em 2014, o cenário era diferente. Conforme a coach e diretora da Intelectus Consultoria, Lidiane Bertê, as realidades do mercado de trabalho eram opostas. Segundo ela, em 2014, o momento era de muita oferta de emprego. Logo, foram necessárias muitas seleções, já que havia certa dificuldade para conseguir contratar profissionais:

– A gente sofria para contratar, porque não tinha gente, tinha muito vaga. Foi um momento em que contratamos profissionais que não eram o que a gente queria, porque não tinha opção.

No início de 2015, o cenário começou a mudar. Segundo Lidiane, no segundo semestre, quase não foram feitas seleções, o que foi reduzindo a quantidade de vagas, efetivas e temporários.

– Foi nesse momento que começaram as demissões. As empresas tiveram que se adaptar, escolher quais cargos extinguir. Foi o período em que se reduziu muito as equipes. Em 2016, ainda houve demissões, e foi quando as empresas "cortaram na carne", pois os primeiros cargos são mais fáceis de demitir, depois, fica mais difícil – diz.

Em 2016, os cargos de faxineiro, assistente administrativo e açougueiro de abatedouro foram os que mais geraram vagas. Segundo Lidiane, um pouco disso se deve ao fato de serem cargos com uma mão de obra menos qualificada e onde há mais rotatividade nas funções:

– A faxineira é um cargo que é difícil de as pessoas encontrarem alguém que elas confiam. Eles sofrem para contratar, porque não têm faxineiras boas ou, porque quem tem as melhores, não quer largar.

É o que acontece com a doméstica Anna Luiza Silveira, 64 anos. Ela, que trabalhou por 8 anos com uma mesma família, foi demitida em 2016. Mas não demorou muito tempo para encontrar outra coisa. Um mês depois da demissão, ela já começou a trabalhar na casa da perita criminal Juliana Vicentini, 36 anos, que não quer mais se desfazer dos serviços dela.

– Fiquei preocupada de não achar nada, porque não sou nova, não tenho estudo. Mas apareceu aqui e está sendo ótimo. Me sinto bem aqui e não quero sair – contou ela.






 

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