Número de demissões diminuiu em 2016 em Santa Maria  - Diário de Santa Maria

Geração de emprego20/01/2017 | 20h30Atualizada em 20/01/2017 | 20h30

Número de demissões diminuiu em 2016 em Santa Maria 

Segundo dados do Caged, dezembro contabilizou o fechamento de 531 vagas. Mesmo assim, número de demissões em 2016 é 74% menor do que em 2015 

Número de demissões diminuiu em 2016 em Santa Maria  Maiara Bersch/Agencia RBS
Lojas pouco venderam mesmo no período das festas de Fim de Ano. Os empregos temporários também se deram em quantia insuficiente aos anos anteriores Foto: Maiara Bersch / Agencia RBS

O 2017 começa com a (quase) mesma cara de 2016 na economia: com a deterioração do mercado de trabalho em meio a uma recessão econômica (que não dá sinal de recuo) e com o agravante que o próprio mercado financeiro já questiona o fôlego para uma possível recuperação da atividade econômica para este ano. 

Em Santa Maria, na maior cidade da Região Central, o município vinha de uma sequência de quatro meses consecutivos com um saldo positivo de empregos. Porém, o dezembro veio para jogar um balde de água fria a uma possível recuperação na geração de emprego e renda. De acordo com os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, o dezembro contabilizou o fechamento de 531 vagas. 

O número negativo, em muito, foi alavancado por perdas nos setores de serviços (-262), comércio (-114) e indústria (-97). No acumulado de 2016, a cidade viu o fechamento de 312 vagas de emprego. A efeito de comparação, em 2015, Santa Maria perdeu 1,2 mil empregos. Ou seja, o número de demissões em 2016 é 74% menor do que em 2015.

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– Por tudo que se observa se pode dizer que o 2017 se encaminha para ser igualmente preocupante e decepcionante como foi o 2016. Obviamente que o 2015 foi péssimo, terrível em todas as frentes. O 2016 pode se dizer que foi menos pior. E se o 2017 repetir o 2016 poderíamos dizer que estaríamos, de certa forma, estabilizados, empatados – avalia o economista e professor do Centro Universitário Franciscano, Mateus Sangoi Frozza. 

Foto: Arte Izaur Monteiro / DSM

Santa Maria chegou a somar, em novembro do ano passado, 305 postos de trabalhos criados. O número foi alavancado pelo setor de serviços, seguido pelo comércio. Acontece que, agora, em dezembro, algumas variáveis que, somadas, contribuíram para esse recuo dos empregos. Entre elas estão as poucas e praticamente inexistentes vagas de emprego temporário (típicas de Fim de Ano), a retração das vendas de Natal – que, habitualmente, alavancam as vendas de dezembro – o que não ocorreu. Mas ainda há outro agravante: o parcelamento dos salários dos servidores do governo do Estado.

Foto: Arte Izaur Monteiro / DSM

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À espera de uma agenda

O mercado financeiro espera que o 2017 seja o ano em que o governo federal coloque a casa em ordem. A agenda econômica deste ano deve continuar movimentada, mas é preciso sinais claros e estímulos e "menos retórica", aponta o economista Mateus Frozza. A ausência de sinais também pode ser um agravante, destaca o especialista. 

A economia do país viveu, poucos anos atrás, um momento de grande otimismo em relação à economia brasileira. O Brasil chegou a crescer 7,6% em 2010. À época, os salários cresciam e o desemprego atingia a casa do zero. A ascensão da classe C era festejada com a ampliação do consumo. De repente, tudo mudou: a economia entrou em recessão em meados de 2014, e já estamos em 2017.


 
 

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