Vereadores de Santa Maria elegem as ações que deixaram para a cidade  - Diário de Santa Maria

Legislativo29/12/2016 | 09h23Atualizada em 29/12/2016 | 09h23

Vereadores de Santa Maria elegem as ações que deixaram para a cidade 

Diário perguntou aos 21 parlamentares qual foi a principal realização durante o mandato no Legislativo 

Vereadores de Santa Maria elegem as ações que deixaram para a cidade  Germano Rorato/Agencia RBS
Foto: Germano Rorato / Agencia RBS

A atual legislatura da Câmara de Vereadores chega ao fim no sábado. Ao Diário, os 21 parlamentares responderam o que de melhor fizeram nesses quatro anos. O legado do atual Legislativo inclui projetos de lei e sugestões (que não foram aprovadas) à participação em comissões. 

O saldo da produtividade elencado pelos parlamentares vai desde "a elevação do diálogo", a realização de comissões (previstas pelo regimento interno da Casa) e o acompanhamento de obras executadas com recursos do Estado e União, como a da Travessia Urbana e do Hospital Regional. Ainda há outras situações como a luta pela implementação da uma CTI junto ao Hospital de Guarnição de Santa Maria (HGu) e a viabilização de um convênio com o Instituto de Previdência do Estado (IPE). 

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No entendimento de especialistas, há uma confusão e uma falta de discernimento sobre o que compete a um vereador.

– O vereador até pode ter uma boa intenção em querer tratar de um tema de jurisdição estadual ou federal, mas ele nada obterá. O que acontece é que ele pode ter uma reunião em Brasília em um ou outro ministério e só. De prático, o vereador não traz nada – pontua o cientista político da Universidade de Brasília (UnB) Paulo Kramer.

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Conforme o cientista político, seguramente, pode-se dizer que boa parte da população não sabe o que faz um vereador. E o caminho para entrar ou para se manter na vereança quase sempre passa por práticas assistencialistas, enquanto as verdadeiras funções do vereador de fiscalizar a prefeitura e fazer leis relevantes quase sempre ficam esquecidas e praticadas por poucos.

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Kramer enfatiza que o desconhecimento das pessoas do que é ser vereador e, em geral, das principais atribuições do cargo é um nítido sintoma de uma doença que acomete o sistema político-partidário brasileiro: a crescente rejeição e distanciamento da população da classe política.

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– A falta de conhecimento e de interesse da população está, provavelmente, correlacionada com a atitude do próprio parlamentar que não valoriza as funções de um vereador, é assim que se age em uma democracia que se queira fazer séria – diz Kramer.

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Renovada e representativa

Dos 21 eleitos 11 já ocuparam um cargo na Casa e os outros 10 irão estrear. Segundo especialistas, será um parlamento segmentado e mais representativo. Basicamente, um Legislativo masculino, com uma presença feminina ligeiramente maior (de quatro, agora, para cinco mulheres eleitas), além de totalmente branca – todos os vereadores se declararam assim – e com 14 dos 21 parlamentares eleitos com Ensino Superior completo. Um vereador ganha R$ 9.641,03 por mês.

Descontentamento com o Executivo

Os vereadores, de forma geral, concordam que o Executivo municipal, seja o prefeito que for, trata muito mal as demandas e os pedidos do Legislativo. Os parlamentares afirmam que as emendas apresentadas – que são vinculadas junto ao orçamento (durante a LDO) – raramente são executadas pelo gestor público.

– A gente trabalha, corre atrás, ouve a população e o prefeito, isso na época do Valdeci (PT) ou do Schirmer (PMDB), não atende aos nossos pedidos – diz um vereador que afirma ter apoiado os dois governos.

Os vereadores citam que há demandas que fazem com que eles estejam permanentemente percorrendo os mais variados pontos da cidade e da zona rural. Ainda que, na prática, o trabalho de um parlamentar seja limitado, eles acenam que fazem bem mais do que a própria prefeitura.

– Se a prefeitura não faz as coisas acontecerem, onde tu acha que vem o cara da vila e do campo? É aqui na Câmara. Nós damos a cara a tapa e o prefeito fica lá fechado no gabinete. Somos nós quem ouvimos as broncas – desabafa um parlamentar reeleito e que, agora, integrará a bancada governista de Jorge Pozzobom (PSDB).

Para o cientista político da UnB Paulo Kramer, o político – seja na Câmara, na Assembleia ou no Congresso – carece de uma qualificação e de uma atuação com autonomia. Ou seja, que não fique suscetível aos ventos da política do momento.

– De fato, o vereador tem uma atuação mais restrita. Mas, em geral, o cidadão que se elege para uma função dessas pouco sabe. E o pior é que ele nem se interesse em fazer algo de relevante – diz. 

E Kramer complementa:

– Não que seja regra, mas a política é um espaço de mediocridade, de norte a sul do país, onde o cara que não teria nenhuma capacitação acaba se escorando na política como uma tábua de salvação. Muitos jamais seriam absorvidos pela iniciativa privada.

Foto: Arte DSM


 
 

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