Hospital Regional poderá atender até 40% de convênios - Diário de Santa Maria

Saúde16/12/2016 | 19h56Atualizada em 16/12/2016 | 19h56

Hospital Regional poderá atender até 40% de convênios

Atendimento à população pelo SUS deve ser de, no mínimo, 60%

Hospital Regional poderá atender até 40% de convênios Maiara Bersch/Agencia RBS
Comitiva de políticos dos governos federal, estadual e municipal vistoriaram obra que foi concluída neste ano Foto: Maiara Bersch / Agencia RBS

Muita expectativa girava em torno da passagem da alta cúpula da política nacional e estadual por Santa Maria na manhã desta sexta-feira. Principalmente, quanto à vistoria ao Hospital Regional. Na prática, acabou sendo uma visita muito mais política do que técnica. Pouco se avançou em relação ao que já havia sido anunciado em outubro deste ano, pelo secretário João Gabbardo, ao Diário, sobre como deve ser o funcionamento do hospital. A estrutura que começou a ser planejada em 2003, a ser erguida em 2010, foi concluída e entregue neste ano, tem previsão de abertura para até junho do ano que vem.

Hospital Regional de Santa Maria deve abrir até março de 2017

As novidades trazidas ontem são basicamente duas. A primeira, é o repasse de R$ 5,9 milhões do Ministério da Saúde para o plano de gestão do novo hospital. A segunda, e mais impactante, de que até 40% dos atendimentos poderão ser destinados para convênios, o que reduz para pelo menos 60% o atendimento de pacientes pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Estado promete que Hospital Regional de Santa Maria abrirá em 2017 sob gestão do Sírio-Libanês

Os ministros da Saúde, Ricardo Barros, e do Desenvolvimento Social, Osmar Terra, defenderam o modelo.

– Mais de 50% dos atendimentos à população brasileira são feitos em Santas Casas e hospitais filantrópicos. Este modelo que será habilitado aqui, de entidade filantrópica, instituição privada, sem fins lucrativos, que recebe isenção de impostos, que tem o pagamento de serviço de produção pagos pelo SUS e, parte dos serviço, ele oferece aos planos de saúde para que ele possa ter resultado. É uma solução inteligente – disse Barros.

Hospitais de fora farão a gestão do Regional em Santa Maria

O secretário Gabbardo reafirmou que o Hospital Mãe de Deus, de Porto Alegre, será o gestor operacional do complexo, enquanto o Sírio-Libanês, de São Paulo, e o Moinhos de Vento, da capital gaúcha, estão responsáveis pela fase atual, que é de planejamento e pré-projeto para a abertura do hospital, que inclui o levantamento dos equipamentos e do quadro de funcionários necessários para iniciar a operação.Segundo Gabbardo, a previsão de abertura do hospital está mantida para o primeiro semestre de 2017, mas ainda não há data. O começo da operação deve ser com cerca de 50 leitos, aumentando gradativamente com o tempo.

O ministro da Saúde, disse que o custeio do hospital será tripartite, ou seja, dividido entre governo federal, estadual e municipal. Além disso, disse que haverá aporte para compra dos equipamentos, mas não falou em valores. Em outubro, Gabbardo disse que o Ministério havia garantido valor total do custeio de R$ 5 milhões por mês e R$ 25 milhões para a aquisição dos aparelhos.

Uma parada antes
A agenda do ministro da Saúde, Ricardo Barros, na cidade começou com uma visita ao posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF), na BR-158, para participar das ações do projeto Rodovida, de prevenção a acidentes no trânsito. Depois, ele fez uma breve vistoria ao Hospital Regional, onde ocorreu um cerimonial. Estiveram presentes o prefeito José Haidar Farret, o secretário de Segurança Pública Cezar Schirmer, dirigentes de instituições de saúde de Santa Maria, prefeitos da região, vereadores e lideranças locais.Na sequência, a comitiva de Barros foi a Santa Rosa, onde inauguraria uma nova ala de Unidade de Tratamento-Intensivo (UTI) do Hospital Dom Bosco, compromisso que possibilitou que ele passasse por Santa Maria.

Daqui para frente

Abertura – Começo de operação parcial, com cerca de 50 leitos, até final do primeiro semestre de 2017. Contrato por 10 anos, renovável por mais 10

Administração – Grupo formado por três hospitais: Sírio-Libanês, de São Paulo, Mãe de Deus e Moinhos de Vento, ambos de Porto Alegre. O gestor operacional deve ser o Mãe de Deus

Pessoal – Os funcionários serão contratados pelos hospitais. Não haverá concurso público. Um levantamento de quantos servidores serão necessários está sendo feito pelos hospitais

Equipamentos – Aquisição será custeada 50% (cerca de R$ 25 milhões) pelo governo do Estado e 50% pelo Ministério da Saúde. A compra deverá ser feita pelo grupo de hospitais, para evitar licitação. Os aparelhos mais caros poderão ser locados e não comprados

Custeio – R$ 5 milhões por mês, divididos entre Ministério da Saúde, Secretaria Estadual da Saúde e município

Modelo – Hospital filantrópico, com no mínimo 60% de atendimento pelo SUS e até 40% de atendimento de convênios

Áreas de atuação – Traumatologia, neurologia e neuro-cirurgia, reabilitação e referência em atendimento ambulatorial a pacientes crônicos com diabetes e hipertensão na Região Central. Está sendo negociada a possibilidade de o Hospital Sarah Kubitschek fazer parte do grupo hospitalar e de o Regional ter uma unidade Sarah, como a ideia inicial

O que disseram:
¿O Moinhos de Vento, junto com o Sírio-Libanês, vai participar do planejamento e pré-projeto para a abertura do hospital. Nessa etapa (atual), iremos avaliar os recursos necessários, os processos, os fluxos e as equipes necessárias. Também participamos da definição de qual seria o modelo de atuação e de acompanhamento futuro de indicadores de gestão.¿
Mohamed Parrini, superintendente executivodo Hospital Moinhos de Vento

¿Fomos convocados para que o hospital Sírio-Libanês possa apoiar a implementação desse projeto, construção e metodologia de gestão e todo processo de planejamento, Com isso, possamos trazer a tecnologia que existe em nível nacional e colocar à disposição da população do Sistema Único de saúde (SUS). Uma contribuição importante, mas que deve orgulhar o hospital Sírio-Libanês para poder contribuir com a qualificação da saúde dessa cidade.¿ Fernando Torelli, diretor executivo do Hospital Sírio-Libanês

¿Não tem solução para os hospitais brasileiros que não seja essa parceria com as entidades filantrópicas. Os hospitais públicos têm custo benefício muito ruim. Gastam muito para um resultado muito pequeno.¿
Ministro do Desenvolvimento Social,Osmar Terra

¿Estamos liberando R$ 5,9 milhões para que estas instituições de excelência façam o plano operativo desse hospital para prestar à sociedade o atendimento de saúde que elas merecem. Este hospital será filantrópico. Portanto, terá como regra pelo menos 60% de atendimento SUS e até 40% poderão ser atendidos via convênios. Com isso, o subfinanciamento da tabela do SUS, que existe e reconhecemos, se compensa com o atendimento feito aos planos de saúde e assim se consegue equilibrar a operação financeira.¿
Ministro da Saúde,Ricardo Barros

¿Aqui está nascendo a primeira estrutura, no Rio Grande do Sul, compartilhada entre várias organizações hospitalares e com alta especialização. Será uma referência para o Estado no que chamamos de alta complexidade.¿
Governador do Estado José Ivo Sartori



 
 

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