400 funcionários da Caixa na região pagarão taxa extra para cobrir rombo - Diário de Santa Maria

Economia13/12/2016 | 11h21Atualizada em 13/12/2016 | 11h21

400 funcionários da Caixa na região pagarão taxa extra para cobrir rombo

Servidores terão desconto de 2,5% a 22,9% do salário pelos próximos 20 anos 

400 funcionários da Caixa na região pagarão taxa extra para cobrir rombo Leo Munhoz/Agencia RBS
Foto: Leo Munhoz / Agencia RBS

A Caixa Econômica Federal e os participantes do Funcef precisarão injetar R$ 7,7 bilhões para cobrir o rombo do fundo de pensão dos funcionários do banco. Metade desse valor será descontada dos contracheques de salários e benefícios de 62,5 mil funcionários da Caixa por vários anos – isso atingirá mais de 400 funcionários da Caixa em Santa Maria e região, segundo o sindicato local. A outra parte será paga pelo banco. 

Novo supermercado vai abrir 150 empregos no início de 2017 em Santa Maria

A entidade tem quatro planos, dois de benefício definido. Nessa modalidade, o trabalhador sabe desde o início quanto receberá por mês ao se aposentar. Se há déficit, ele e a empresa têm de fazer aportes para cobrir o rombo. Para melhorar o caixa desses dois planos em 2015, a Funcef vai aumentar a partir de 2017 a taxa adicional dos participantes de um deles e cobrar um extra dos participantes do outro. 

Só uma agência do Banco do Brasil ficará aberta até as 22h em Santa Maria

Os quase 57 mil participantes do plano REG/Replan Saldado, o maior e mais antigo da Funcef, já estavam tendo descontados 2,78% dos contracheques e aposentadorias para cobrir o rombo de 2014 desde maio deste ano. Agora, para cobrir o rombo de 2015, a tarifa adicional subirá para 10,68% ao mês pelo período de 17 anos e meio. Neste plano, o rombo é de R$ 6,69 bilhões – metade é pago pelos contribuintes e a outra parte, pela Caixa. 

R$ 10 milhões são confirmados para a travessia urbana e permitirão concluir viaduto e túnel em fevereiro

Pela primeira vez, os 5,5 mil participantes do outro plano, o REG/Replan Não Saldado, terão de pagar um extra. As taxas variam de acordo com os salários – de 2,5% ao mês a 22,9% ao mês pelos próximos 20 anos, para cobrir rombo de R$ 1 bilhão. Junto com a contribuição mensal por volta de 12% do salário, o corte no contracheque pode ultrapassar um terço. 

Lojas Americanas farão seleção de emprego para abrir nova filial no centro de Santa Maria

Há diversos motivos para o rombo de R$ 8 bilhões do Funcef em 2015. Um é que o fundo tem ações da mineradora Vale e, por isso, teve prejuízo de R$ 1,1 bilhão. Também ocorreram perdas na Sete Brasil (R$ 1,7 bi) e na OAS (R$ 170 mi). Haveria questões trabalhistas da Caixa. Outra possível causa seriam investimentos suspeitos da Funcef em empresas como a Sete Brasil, criada para administrar sondas de perfuração da Petrobras e que se envolveu em corrupção.

Queixas 

Segundo o diretor do Sindicato dos Bancários de Santa Maria e Região, Marcelo Carrion, os funcionários cobram que Funcef e Caixa detalhem as causas do rombo, pois parte dele pode ter sido provocado por ações trabalhistas de responsabilidade só da Caixa, e outra parte pode ser recuperada se as ações da Vale voltarem a subir.

– Não somos contra pagar, se for para manter o fundo. Mas os funcionários estão insatisfeitos e indignados – afirmou, criticando a falta de transparência.

 
 

Siga Diário SM no Twitter

  • diariosm

    diariosm

    DiárioSMRT @pedrohpavan: Inter-SM pode garantir vaga à próxima fase da Divisão de Acesso já nesta rodada: https://t.co/yTaY4hDMIj @diariosm https:/…há 14 horas Retweet
  • diariosm

    diariosm

    DiárioSM#publipost https://t.co/LQSsGE5HEjhá 15 horas Retweet

Veja também

Diário de Santa Maria
Busca
clicRBS
Nova busca - outros