Pleito de 2016 representa um novo ciclo na política brasileira - Diário de Santa Maria

Análise das eleições 01/11/2016 | 08h33Atualizada em 01/11/2016 | 09h48

Pleito de 2016 representa um novo ciclo na política brasileira

Esquerda perde espaço nas prefeituras, e a direita avança pelo país

Pleito de 2016 representa um novo ciclo na política brasileira Divulgação/Divulgação
Foto: Divulgação / Divulgação

O resultado do 2º turno das eleições pelo Brasil a fora deixou em evidência uma situação que já havia sido destaque no primeiro: o avanço de partidos de direita e, consequentemente, o recuo da esquerda no país. Exemplo do primeiro caso é o PSDB, que conquistou capitais e cidades importantes. Do outro lado, a representação é o PT, que foi a sigla mais derrotada nessas eleições.

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No Rio Grande do Sul, a situação não é diferente. Em 2016, o PT chegou à prefeitura em 38 cidades gaúchas: 34 a menos que nas últimas eleições, o que representa uma queda de 47,2%. Assim, não está entre os três partidos que mais têm prefeituras no Estado.

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Para o cientista político Guilherme Howes, a queda de representação da esquerda pode ser explicada pelas alianças firmadas pelo PT que, durante muito tempo, foi o "grande catalisador dos anseios da esquerda". Segundo Howes, por muito tempo, o partido fez uma base eleitoral e, quando assumiu a presidência, passou de grande oposição para a situação:

– Ali, ele começou a fazer o presidencialismo de coalizão. Fez alianças para se manter no poder. E essas alianças começaram a ser muito parecidas com as antigas alianças de elite anteriores. E, aí, o PT começou a se dividir. Hoje, O PT já não representa os anseios da esquerda, pois fez muita coalizão espúria que a esquerda jamais faria.

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 O desgaste do partido também foi sentido em Santa Maria. Valdeci Oliveira (PT) não conseguiu se eleger, mesmo descolando seu nome do partido. Se fosse eleito, Santa Maria seria a maior cidade do Estado governada pelo PT.

– A direita, de forma geral, está no poder mais porque a esquerda não soube fazer um projeto de Estado que lhe garantisse suficientemente – diz Howes.

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O professor de Ciências Sociais da UFSM, Dejalma Cremonese, avalia que o recuo nas "forças mais sociais" vem de uma tendência que é também internacional. Cremonese ressalta que há um ciclo na política do Brasil: com o PSDB no poder, como em 1990, e o PT, de novo, como oposição:

– Autores dizem que há uma circulação entre as elites. Se esgota um ciclo e o eleitor quer mudanças. Há um ciclo, com o PSDB no poder, o declínio do PT e a volta de partidos conservadores.

Foto: Arte / DSM


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