Ministério fará pente-fino do Bolsa Família em Santa Maria  - Diário de Santa Maria

Benefício 08/11/2016 | 09h37Atualizada em 08/11/2016 | 09h37

Ministério fará pente-fino do Bolsa Família em Santa Maria 

União enviou lista para a prefeitura verificar irregularidades. Ao todo, há 362 nomes em lista a ser verificada 

Ministério fará pente-fino do Bolsa Família em Santa Maria  Divulgação/Divulgação
Foto: Divulgação / Divulgação

O Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário anunciou, ontem, que cancelará 21.157 mil benefícios do Bolsa Família no Estado. A medida ocorre após pente-fino em que foram encontradas irregularidades nos cadastros. Além dos cancelamentos, há também 25.129 bloqueios. 

Em Santa Maria, a Secretaria de Desenvolvimento Social informou que o ministério enviou uma lista, há dois meses, com 362 nomes. Desse total, a prefeitura informou que 198 benefícios já haviam tido sido bloqueados porque a renda familiar era superior à exigida para o ingresso, 26 não eram da cidade, 48 benefícios foram cancelados porque não foram localizados, e 40 foram cancelados, pois foram constatados ganhos acima do perfil exigido no programa. 

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– Estamos notificando em torno de 50 beneficiários para vir se regularizar na prefeitura. O prazo varia para cada caso. Se tiver inconsistência, terão os benefícios cancelados ou bloqueados – diz a secretária de Desenvolvimento Social, Margarida Mayer.

Na cidade, cerca de 8.430 famílias recebem o benefício. Em Porto Alegre, foram 3.167 cancelamentos. Ao todo, o Estado possui 398 mil cadastros no programa social, o que gera um custo de R$ 65 milhões mensais à União. Em média, cada família recebe R$ 164 por mês. O valor varia de acordo com o nível de pobreza e a composição familiar.

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O ministério verificou inconsistências em 1,1 milhão de benefícios em todo o Brasil. O total de benefícios pagos no país é de 13,9 milhões. No bloqueio, as famílias terão três meses para explicar as inconsistências. Caso não comprovem, o benefício é cancelado.

Atualização dos dados

Segundo o ministério, o resultado se deve ao aprimoramento dos mecanismos de controle, que teve sua base de dados ampliada para verificação permanente da renda das famílias. Em todos os casos, foi constatado que a renda das famílias era superior à exigida para permanência no programa. 

Com as novas ferramentas adquiridas pelo ministério, será possível fazer análises mensais, reduzindo o tempo médio que o poder público leva para identificar os casos em que a renda é maior do que a declarada ao Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal.


 
 

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