"Se a PEC 241 existisse desde 2006, a UFSM teria recebido R$ 3 bilhões a menos em 10 anos" - Diário de Santa Maria

PEC do Teto26/10/2016 | 09h31Atualizada em 26/10/2016 | 09h31

"Se a PEC 241 existisse desde 2006, a UFSM teria recebido R$ 3 bilhões a menos em 10 anos"

Reitor da UFSM, Paulo Burmann, faz duras críticas à proposta do governo Temer que limita gastos na saúde e na educação   

"Se a PEC 241 existisse desde 2006, a UFSM teria recebido R$ 3 bilhões a menos em 10 anos" ufsm,paulo burmann,reitor,israelenses,polêmica,UFSM,UFSM 2015,Paulo Burmann,Paulo Burmann 2015,isra/Agencia RBS
Paulo Burmann classifica a possibilidade de aprovação como "um grande impacto negativo" Foto: ufsm,paulo burmann,reitor,israelenses,polêmica,UFSM,UFSM 2015,Paulo Burmann,Paulo Burmann 2015,isra / Agencia RBS

Em Santa Maria, a Universidade Federal (UFSM) é o principal pilar da educação e, por isso, pode ser o grande alvo da PEC 241, caso ela avance. O reitor da UFSM, Paulo Burmann, classifica a possibilidade de aprovação como "um grande impacto negativo". 

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Segundo ele, se a PEC do Teto fosse vigente desde 2006, a instituição teria recebido R$ 3 bilhões a menos em um período de 10 anos. Conforme Burmann, a manutenção de serviços, a finalização de obras e a compra de equipamentos podem ficar seriamente comprometidos, assim como a consolidação do Reuni e dos novos campi. O orçamento anual da UFSM gira em torno de R$ 1,1 bilhão. 

Confira, abaixo, nota oficial do reitor Paulo Burmann sobre a PEC 241: 

Tempos difíceis! Pelas notícias, vivemos um tempo de perspectivas sombrias do ponto de vista dos serviços públicos essenciais: saúde, segurança e educação. A UFSM, sem considerar a inflação do período, sem as projeções do seu crescimento pela expansão e da PEC 241, vai deixar de receber mais de R$ 33 milhões, em 2016, apenas em custeio e investimentos.

Se os efeitos da PEC 241 estivessem vigentes desde 2006, a UFSM, que já vem excedendo seus limites, teria sofrido uma redução gradual ainda maior do que esta que está vivendo e teria deixado de receber em 10 anos, considerando folha de pessoal, algo em torno de R$ 3 bilhões.

Fica cada vez mais evidente que a educação e saúde públicas sofrerão um grande impacto negativo, novamente jogando o peso do ajuste fiscal sobre quem tem menos, ou seja: 97% da população brasileira vai pagar a conta para os 3% mais ricos.

Pagamos 45% do que arrecadamos em impostos em juros aos bancos que são os donos de 85% da dívida pública, enquanto investimos apenas 4% em saúde e 3,75% em educação. Portanto esta PEC 241 não resolve nada. Ao contrário: só leva a mais miséria, desigualdade social e, por consequência, violência.

O Brasil se debate com a "crise" e tem grande necessidade de investimentos estratégicos em educação e em infraestrutura. Os recursos que necessita podem e devem advir da redução na fatia dos juros pagos ao mercado financeiro e da regulamentação do aumento e cobrança dos impostos sobre as grandes fortunas.

Simplesmente queremos nossos impostos cobrados justamente e investidos adequada, ética, responsável e seriamente.

Esta fórmula não é nova — o que está faltando, então?

 
 

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