Prefeitura de Santa Maria vai apurar quem deu aval para pagar salário a CC que deixou de trabalhar - Diário de Santa Maria

Investigação07/10/2016 | 09h31Atualizada em 07/10/2016 | 10h07

Prefeitura de Santa Maria vai apurar quem deu aval para pagar salário a CC que deixou de trabalhar

Claudio Rosa afirma que avisou gestores, em fevereiro, que voltou a receber auxílio-doença do INSS e que não iria mais trabalhar na prefeitura

Prefeitura de Santa Maria vai apurar quem deu aval para pagar salário a CC que deixou de trabalhar Jean Pimentel/Agencia RBS
Foto: Jean Pimentel / Agencia RBS

O corregedor-geral da prefeitura de Santa Maria, Otávio Prestes Abaide, enviou ofício ao ex-superintendente da Secretaria de Infraestrutura Claudio Rosa pedindo que ele devolva os valores que foram pagos de forma equivocada pela prefeitura em 2016. Já o próprio Rosa afirmou que não tinha conhecimento dos pagamentos feitos em sua conta salário, que ele nunca mais consultou.

– Eu não vou mexer num dinheiro que não é meu. A prefeitura pode ir lá no banco e pedir o estorno do dinheiro – diz Rosa.

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O ex-vereador e ex-superintendente conta que teve o auxílio-doença suspenso pelo INSS em julho de 2015 e que acabou sendo contratado como cargo de confiança pela prefeitura em outubro do ano passado. Em fevereiro, ficou sabendo que a Justiça Federal havia mandado o INSS voltar a pagar o auxílio-doença e, segundo ele, avisou verbalmente seus chefes que voltaria a receber o benefício do INSS e que não iria mais trabalhar. 

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Mesmo assim, a prefeitura seguiu pagando o salário de superintendente. Segundo o corregedor da prefeitura, os pagamentos foram mesmo realizados até agosto deste ano, quando o caso foi denunciado à prefeitura. Após a confirmação de que Rosa estava recebendo auxílio-doença e o salário da prefeitura, o então prefeito Schirmer o demitiu.

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Rosa diz que foi vítima de um erro da prefeitura e que jamais soube que o Executivo seguiu depositando o salário na conta, pois ela era de um banco que ele não usava.

O corregedor da prefeitura diz que também será apurado como o gestor de Rosa continuou assinando os chamados boletins de efetividade, informando que Rosa estava indo trabalhar, o que autorizou os pagamentos de salário – o valor mensal líquido pago pela prefeitura ficava em torno de R$ 3,8 mil, segundo os informes do Portal da Transparência.

A Polícia Federal abriu inquérito para investigar se houve irregularidade no pagamento do auxílio do INSS.


 
 

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