Pozzobom busca a estreia como prefeito de Santa Maria - Diário de Santa Maria

Eleições 201603/10/2016 | 19h56Atualizada em 03/10/2016 | 19h56

Pozzobom busca a estreia como prefeito de Santa Maria

Pelo segundo pleito seguido, o tucano tenta conquistar a vaga de comandante de Santa Maria

Pozzobom busca a estreia como prefeito de Santa Maria Germano Rorato/Agencia RBS
Foto: Germano Rorato / Agencia RBS

Se na eleição de 2012, quando concorreu pela primeira vez à prefeitura de Santa Maria, Jorge Pozzobom (PSDB) não teve o êxito almejado, agora, veio o passaporte para um inédito segundo turno. O tucano ficou em segundo no pleito, com cerca de 43 mil votos, o que lhe credenciou na disputa contra o candidato Valdeci Oliveira (PT). 

O político conhecido por gestos exacerbados e fala agitada não esconde a realização de seguir na corrida eleitoral pela prefeitura. Quem o conhece e o observou nos programas da propaganda eleitoral gratuita percebeu um Pozzobom em um ritmo bem menos acelerado. Já na campanha de rua, ou seja, no dia a dia, Pozzobom se manteve o de sempre: em alta voltagem, o que, muitas vezes, fazia com que os apoiadores e cabos eleitorais não conseguissem acompanhá-lo.  

Por mais que ele tenha motivos para comemorar a passagem para a eleição do próximo dia 30, Pozzobom mantém a mesma determinação: uma batalha foi vencida, mas a guerra, não, como disse a alguns apoiadores durante a comemoração de ontem. O tucano assegura ter adiantado aos amigos e ao vice, Sergio Cechin (PP), que a candidatura estaria, sim, no segundo turno. Não se trata de arrogância ou de profecia, mas, segundo ele, de uma certeza na fórmula adotada pela dupla: diálogo sincero e necessidade de mostrar que a cidade precisa de uma gestão austera e responsável.

Pozzobom se define como um teimoso, um insistente. Em 2012, muitas pessoas torceram o nariz quando ele se candidatou a prefeito e, até mesmo, disseram que não era o momento dele. Para Pozzobom, o que passou e tudo o que viveu à época foi válido, não pode ser caracterizado como erro. Mas, se o passado trouxe ensinamentos, o presente é de aprendizado e de muito trabalho pela frente. 

Mas, afinal, quem é Jorge Cladistone Pozzobom, o político mais conhecido do ninho tucano na cidade? Com 46 anos, é formado em Direito pela UFSM. Filiado ao PSDB, pavimentou sua caminhada na política ainda no ano de 2000. De lá para cá, foi vereador, secretário de município e de Estado e, hoje, é deputado.

De temperamento e discurso fortes, coleciona momentos delicados na Assembleia – como opositor do governo Tarso (PT) e, agora, como integrante da bancada de apoio a Sartori (PMDB). Também contabiliza inimizades dentro da própria sigla: é desafeto assumido do deputado federal Nelson Marchezan Jr. (PSDB), que conquistou, ontem, uma das duas vagas para a disputa pela prefeitura da Capital.

Foto: Jean Pimentel / Agencia RBS

Família e bairro

Pozzobom é sinônimo de família. E, por isso mesmo, emprestou o número dele – que ele utilizou a vereador e a deputado – ao irmão Admar Pozzobom (PSDB), que emplacou mais um mandato como vereador com 3.439 votos, o terceiro mais votado do pleito.

Aliás, onde está Jorge Pozzobom, cedo ou tarde, irão aparecer os pais Albino, 81, e Maria Thereza, 77, ostentados como seu o maior patrimônio. Pozzobom traz também ao seu lado, sempre que pode, a mulher Janice, 39 anos, a filha Victória, 9, e a ¿filha de coração¿ Rafaela Melchiors, 19.

Tem uma ligação forte com o bairro Perpétuo Socorro e com a Rua Sete de Setembro. Orgulha-se ao citar nominalmente os vizinhos daquela época e  diz que a maioria é eleitora da família Pozzobom:

– A política que é feita de forma sincera e sem festival de promessa sempre é recompensada, cedo ou tarde. 

Breve histórico

– Atualmente, está no segundo mandato como deputado estadual. Em 2014, obteve 48.244 votos, sendo o mais votado em Santa Maria
– Em 2012, lançou-se a prefeito e ficou em terceiro, com 26,2 mil votos
– Em 2011, foi secretário da então governador Yeda Crusius (PSDB) para assuntos na região
– Em 2010, elegeu-se, pela primeira vez, com 33.474 votos à Assembleia Legislativaz Em 2009, foi secretário de Assistência Social do governo Cezar Schirmer (PMDB)
– Concorreu a deputado federal, em 2006, quando fez 36 mil votos e ficou fora da Câmaraz Foi vereador de 2005 a 2008 e, entre 2001 a 2004, assumiu como suplente de vereador

 
 

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