Hospitais de fora farão a gestão do Regional em Santa Maria - Diário de Santa Maria

Saúde22/10/2016 | 10h31Atualizada em 22/10/2016 | 10h31

Hospitais de fora farão a gestão do Regional em Santa Maria

Anúncio da administração foi feito na manhã de sexta-feira

Hospitais de fora farão a gestão do Regional em Santa Maria Jean Pimentel/Agencia RBS
Foto: Jean Pimentel / Agencia RBS

A promessa de abertura do Hospital Regional de Santa Maria para o primeiro semestre de 2017, feita na manhã de sexta-feira, é o prenúncio do desfecho de uma trama novelesca. Como na teledramaturgia da década de 1970, quando os enredos televisivos duravam bem mais de 12 meses, a população da Região Central aguardava pelo anúncio do último capítulo há anos.

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Foi escrito em uma reunião entre o secretário de Saúde do Estado, João Gabbardo, e os ministros da Saúde, Ricardo Barros, e do Desenvolvimento Social, Osmar Terra, em Brasília, na última quinta-feira. A União garantiu os recursos para compra de metade dos equipamentos: cerca de R$ 25 milhões e o total necessário para o custeio mensal. Ao Estado, caberá repassar a outra metade dos recursos necessários para a aquisição dos equipamentos: em torno de R$ 25 milhões.

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Com isso, os hospitais Sírio-Libanês, de São Paulo, Mãe de Deus e Moinhos de Vento, ambos de Porto Alegre, foram anunciados como os futuros gestores do Regional. Até o final do ano, deverá ser assinado o contrato entre os governos federal, estadual e os futuros gestores. Gabbardo também afirmou que os funcionários que trabalharão no complexo serão contratados pelo grupo de hospitais. Não haverá concurso público.

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O secretário disse, ainda, que o modelo de funcionamento não está totalmente decidido. Também deve ser definido, nos dois próximos meses, se o Regional deverá ser um hospital geral e filantrópico, ou seja, no mínimo 80% do atendimento será pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e até 20% para convênios.

– O Regional de Santa Maria será um polo nacional para gestão hospitalar. Pessoas do país inteiro farão treinamento no hospital e, de lá, sairão consultorias que o ministério precisar para implementação de gestão em outros hospitais do país – diz Gabbardo.

De acordo com o secretário, o Regional volta à ideia de hospital especializado nas áreas de traumatologia e reabilitação. Além disso, deverá ser referência para a região para atendimento ambulatorial de pacientes crônicos com diabetes e hipertensão. Não está descartada a possibilidade de, no futuro, o Hospital Sarah Kubitschek fazer parte do grupo hospitalar, como era a ideia inicial.

O Diário entrou em contato com as assessorias dos hospitais Sírio-Libanês, Moinhos de Vento e Mãe de Deus, mas não obteve retorno.

Sobre a Ebserh

O Regional não será um hospital-escola nem um hospital de apoio ao Husm, como seria caso tivesse sido efetivada a gestão pela Ebserh. Sobre isso, o secretário diz que o termo de cooperação, assinado no final do governo Tarso Genro, em dezembro de 2014, deve ser anulado assim que for assinado o novo convênio pelo governador, José Ivo Sartori, e ministro da Saúde, Ricardo Barros. A decisão, segundo Gabbardo, já foi informada à Ebserh.

Daqui para frente:

– Abertura: Contrato será assinado até o final deste ano. Compra de equipamentos ocorrerá a partir de janeiro, e operação parcial até final do primeiro semestre de 2017. Contrato por 10 anos, renovável por mais 10
– Administração: Grupo formado por três hospitais: Sírio-Libanês, de São Paulo, Mãe de Deus e Moinhos de Vento, ambos de Porto Alegre^
– Custo: R$ 5 milhões por mês, repassados pelo Ministério da Saúde
– Pessoal: Os funcionários serão contratados pelos hospitais. Não haverá concurso público. Definição de quantos até o final do ano
– Equipamentos: Previstos em R$ 50 milhões, divididos entre Estado e Ministério da Saúde. Compra deverá ser feita pelo grupo de hospitais, para evitar licitação. Os aparelhos mais caros poderão ser locados e não comprados. Definição ocorrerá até o final do ano
– Áreas de atuação: Traumatologia, neurologia e neurocirurgia, reabilitação e referência em atendimento ambulatorial a pacientes crônicos com diabetes e hipertensão na Região Central
– Modelo: Será definido com grupo hospitalar e Ministério da Saúde, mas deve ser nos moldes dos hospitais filantrópicos, com no mínimo 80% de atendimento pelo SUS e até 20% de atendimento de convênios


 
 

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