Empresa que desenvolve chips na UFSM pode fechar as portas por falta de verbas - Diário de Santa Maria

Tecnologia a perigo29/10/2016 | 08h45Atualizada em 30/10/2016 | 09h39

Empresa que desenvolve chips na UFSM pode fechar as portas por falta de verbas

Santa Maria Design House dispensou os 12 pesquisadores porque não tem mais dinheiro para pagar os salários

Empresa que desenvolve chips na UFSM pode fechar as portas por falta de verbas Ronald Mendes/Agencia RBS
Foto: Ronald Mendes / Agencia RBS

A desenvolvedora de chips Santa Maria Design House (SMDH), que funciona na UFSM e criou o chip do nanossatélite brasileiro, dispensou na quinta seus 12 bolsistas e deve fechar. Segundo o coordenador da SMDH, João Batista Martins, o motivo é que o dinheiro acabou e não haveria como seguir pagando as bolsas aos pesquisadores.

– Vinha bem até metade de 2015. Começou então a haver escassez de verbas. Nunca atrasei salário nem bolsa. Só que agora complicou.Segundo ele, as verbas existem, e haveria R$ 70 milhões disponíveis num fundo de apoio à inovação – afirma. 

O entrave, segundo Martins, está no setor jurídico do Ministério da Ciência e Tecnologia, que desde a metade de 2015 não permite o repasse das verbas, alegando questões burocráticas. A SMDH precisa de R$ 1 milhão.Com isso, o trabalho da SMDH poderá morrer na casca. 

Além de criar o chip do nanossatélite, o grupo tem a patente de outro microcontrolador que aciona luminárias. Segundo Martins, o BNDES negocia com fabricantes estrangeiros interessados em fazer luminárias de iluminação pública de LED no Brasil, e uma das condições seria que parte da tecnologia teria de ser nacional.

– Esse chip estava cotado para ser colocado nessa parceria público privada (PPP) para a produção dessas luminárias de LED, pois a tendência é trocar as luminárias atuais pelas de LED. Mas agora, se a SMDH fechar, isso está ameaçado. Isso é o que mais dói na gente – lamenta.

Além da SMDH, outras três desenvolvedoras de chips no país tinham apoio do programa CI-Brasil. Ele, que surgiu há seis anos, como embrião no desenvolvimento de chips nacionais, pode acabar. É o contrário do que fizeram países como Coreia do Sul e Japão, que investiram e hoje são potências na produção de eletrônicos. O Brasil importa mais de US$ 15 bilhões só em chips por ano.

 
 

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