Apoiadores dizem por que o seu candidato vencerá a eleição deste domingo - Diário de Santa Maria

Eleições 201629/10/2016 | 07h33Atualizada em 29/10/2016 | 07h33

Apoiadores dizem por que o seu candidato vencerá a eleição deste domingo

Coordenadores de campanha e pessoas próximas de Valdeci e Pozzobom projetam os caminhos percorridos que garantirão a vitória no pleito

Apoiadores dizem por que o seu candidato vencerá a eleição deste domingo Jean_Pimentel e Maiara Bersch / DSM/DSM
Foto: Jean_Pimentel e Maiara Bersch / DSM / DSM

Neste domingo, apenas um desses candidatos sairá vencedor. Apenas um dos protagonistas sairá consagrado pelo voto popular num inédito segundo turno para a prefeitura de Santa Maria. O olhar de quem acompanhou a propaganda eleitoral gratuita é que as duas candidaturas apostaram quase que em uma mesma fórmula: a da apresentação de propostas mesclada com ataques (e vice-versa).

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O cientista político, sociólogo e professor de Teoria Social da Unipampa, Guilherme Howes, fez uma leitura:

– Eles tentam fugir da polarização, o tom é mostrar um lado limpo de cada partido. Mas, obviamente, eles protagonizam enfrentamentos. 

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Além de especialistas, a reportagem conversou com partidários, coordenadores de campanha e pessoas próximas de Valdeci e Pozzobom que projetaram os caminhos percorridos que garantiram a vitória no pleito. As estratégias para conquistar os votos dos eleitores são diferentes, mas a vida política é permeada por semelhanças entre os dois deputados, que estão no segundo mandato consecutivo na Assembleia.

Confira por que uma das duas versões vai virar realidade no começo da noite de domingo, quando será conhecido o resultado do pleito municipal.

Valdeci Oliveira (PT): A vitória da simplicidade

Foto: Jean Pimentek / Agencia RBS

Se o símbolo da campanha de Valdeci Oliveira (PT) foi o joão-de-barro, o pássaro operário, a marca da candidatura do petista foi a da pessoa de Valdeci. O político, que acumula no currículo os cargos de vereador, prefeito (por duas vezes), deputado (federal e, agora, estadual pelo segundo mandato), tem uma virtude que é apontada até por militantes de outras siglas: a simplicidade.

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A trajetória política construída dentro de um único partido, o PT, poderia ter lhe rendido dissabores e, até mesmo, colocado em risco a passagem para um inédito segundo turno. Porém, ele conseguiu se descolar da sigla, que vive seu pior momento, imersa em sucessivos escândalos sob o escopo da Operação Lava-Jato.

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No primeiro turno, que contava com mais sete candidatos, a eleição foi disputada como em um campeonato de pontos corridos. E para pontuar, o entendimento da coordenação era um só: personalizar a campanha.

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Se em outras épocas, falava-se com orgulho em alinhamento das estrelas, com o PT ocupando os governos federal e estadual, agora, a ideia foi enaltecer a pessoa de Valdeci, como cidadão e político e vice-versa. O homem, em primeiro lugar, e, assim, a estrela foi sumindo da constelação petista.

A linguagem direta de Valdeci, ainda que tropece na ausência de concordância e na gramática, está longe de ser um problema. Pelo contrário, é até um trunfo. Valdeci fala de forma objetiva e de um jeito de fácil compreensão à população, ostentam com orgulho os petistas. Os coordenadores de campanha que o acompanham sabem que ele é um político de bom trato e próximo às pessoas – ¿um político fora dos gabinetes¿.

No segundo turno, o entendimento seguiu o mesmo foco. Além disso, o recado e o pedido da campanha foram no sentido ¿o voto deve ser dado ao candidato¿. Ocultando o próprio partido. O maior ícone da sigla, o ex-presidente Lula, não foi chamado para escalar um programa partidário de Valdeci. Aliás, Lula nem é citado na campanha.

A candidatura também rememorou os dois mandatos de Valdeci à frente da prefeitura, entre 2001 a 2008, e repetiu que ¿não haverá festival de promessas¿. Ações e programas de governo voltados para regiões historicamente negligenciadas da periferia foram lembradas pelos marqueteiros. Valdeci Oliveira, assim, foi apresentado como ¿pronto para assumir desde o primeiro dia¿.

O conciliador e a companheira

Dentro do partido, Valdeci é visto como um conciliador e, para os seus pares, já tem dito que buscará, sim, o governo federal para viabilizar o que for preciso para Santa Maria. Michel Temer (PMDB), desafeto e algoz do PT, é o presidente da República, mas Valdeci adiantou aos partidários: ¿vai estabelecer uma relação republicana e democrática com a União¿.

Ao lado dele, está a vice Helen Cabral (PT), que concorreu em 2012 à prefeitura e ficou em segundo lugar. Ela foi alçada à condição de vice por uma demanda de extrema importância interna do partido: a questão de gênero. Uma mulher que dê voz ao público feminino. Helen, contudo, está longe de ser coadjuvante, dizem os petistas.

Jorge Pozzobom (PSDB): A vitória da perseverança

Foto: Maiara Bersch / Agencia RBS

Quatro anos se passaram até que Jorge Pozzobom (PSDB) tivesse novamente a chance de colocar seu nome à prova nas urnas para a prefeitura de Santa Maria. Em 2012, o tucano concorreu pela primeira vez e amargou um terceiro lugar naquela eleição.

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Agora, o caminho trilhado que o trouxe até o decisivo segundo turno combinou uma série de fatores: perseverança, dedicação e um preparo incessante para se colocar na condição de prefeiturável. As bandeiras da renovação, da mudança e da inovação foram levantadas por Pozzobom, que se apresentou como a possibilidade de retomada do crescimento para ¿virar a página do passado¿.

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O tucano quer imprimir no seu governo uma gestão eficiente que se converta em uma prestação de serviços públicos satisfatórios nas áreas da saúde, segurança e na geração de emprego e renda. Apoiadores e adversários concordam em uma coisa: Pozzobom é um obstinado.

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Na largada à corrida eleitoral, Pozzobom deixou claro, desde sempre, uma coisa: não iria prometer o que não pudesse colocar em prática. O tucano, dessa forma, foi se cacifando para assegurar a sua passagem para uma inédita disputa em dois turnos, na condição de segundo mais votado, deixando seis oponentes para trás. O político, que já foi vereador e secretário (de Estado e de município), atualmente, está no segundo mandato de deputado estadual. Currículo utilizado para provar aos eleitores que está pronto para ser chefe do Executivo municipal.

Ao longo do primeiro turno e, ainda agora, fez da saúde ¿a prioridade das prioridades¿. E afirmou, por várias vezes, que ¿os problemas se repetem há 16 anos¿, colocando as últimas administrações municipais no radar das gestões ¿deficitárias¿. Acontece que, nesta contabilidade, ele mesmo se incluiu, já que foi secretário no primeiro mandato de Cezar Schirmer (PMDB), admitem apoiadores.

Tanto no primeiro como no segundo turno, Pozzobom se mantém incansável e resoluto. Rígido e, por vezes, intransigente, só aceitou concorrer de novo a prefeito com uma condição: a espinha dorsal do programa de governo seria toda arquitetada por ele. E assim o foi.

O político de fala contundente e com uma linguagem corporal carregada de gestos não passa sem ser notado. É conhecido pelo temperamento e por discursos fortes. Ao longo da propaganda eleitoral gratuita, o que se viu foi um Pozzobom com um tom mais comedido, mais tranquilo e com uma fala serena que o acompanhou durante a apresentação de suas propostas – muito dessa nova postura foi uma orientação de quem conduziu a campanha.

Experiência e trabalho


É considerado um batalhador e visto como quem ¿arremanga as mangas e faz¿. Entendedor das mais variadas legislações referentes à máquina pública, busca conciliar teoria e prática. Partidariamente, reina absoluto dentro do ninho tucano local.

Ao lado dele, está o vice Sergio Cechin (PP), vereador de longa data e ex-vice-prefeito. O progressista, que foi secretário de Schirmer, é tido como um articulador nato e habilidoso nas costuras partidárias.


 
 

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