Alunos de 9 a 11 anos falam o que pensam sobre política e são analisados por especialistas - Diário de Santa Maria

Dia da Criança12/10/2016 | 18h27Atualizada em 12/10/2016 | 18h27

Alunos de 9 a 11 anos falam o que pensam sobre política e são analisados por especialistas

Estudantes da Escola Marista Santa Marta e a Escola Municipal Caic Luizinho de Grandi participaram de uma conversa com a reportagem

Alunos de 9 a 11 anos falam o que pensam sobre política e são analisados por especialistas Arte DSM/Ricardo Silva
Foto: Arte DSM / Ricardo Silva
Pâmela Rubin Matge
Pâmela Rubin Matge

pamela.matge@diariosm.com.br

Em Santa Maria, pela primeira vez, o Dia da Criança é comemorado em pleno segundo turno, em meio ao calor da corrida eleitoral que deve definir, no dia 30, o próximo prefeito.

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O Diário visitou a Escola Marista Santa Marta e a Escola Municipal Caic Luizinho de Grandi para ouvir o que alunos de nove a 11 anos pensam sobre o tema. As manifestações foram as mais diversas.

Assista ao vídeo:

 Teve quem demonstrasse preocupação com o quadro de médicos e a condição dos hospitais e quem pedisse para o próximo prefeito um telefone celular. Expressões como corrupção e impeachment também estavam entre os questionamentos dirigidos aos pequenos. Durante a conversa, o que se viu, em geral, foi a pouca familiaridade com o assunto e a descrença em relação aos políticos.

Segundo Mercedes Cânepa, professora aposentada da UFRGS, a melhor forma de despertar o interesse das crianças é demonstrar o quanto cada tema interfere na vida delas:

– A questão a ser trabalhada, antes de mais nada, é que política é atitude: se faz quando se quer mudar alguma coisa.Por outro lado, Mercedes critica os meios de comunicação que, segundo ela, priorizam reportagens que relacionam representantes eleitos à corrupção e acabam dando a ideia equivocada de que todo ¿político é ladrão¿. 

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A cientista social Céli Pinto complementa dizendo que as crianças estão reproduzindo o que veem na televisão ou o que ouvem dos pais. Ela refuta a máxima de que ¿nunca a política foi tão discutida¿. Ao contrário, avalia que o país vive um cenário de total despolitização que se reflete no universo infantil.

– É preciso uma mudança de perspectiva. Política é eleição, voto, mas também enfrentamento de ideias.

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O psicólogo César Bridi ainda sinaliza que, entre 9 e 11 anos, as crianças não têm capacidade de abstração. Ou seja, têm dificuldade de compreenderem conceitos complexos como democracia, Justiça ou política. A construção do pensamento com maior criticidade geralmente se dá a partir dos 14, 15 anos. Ainda, entre nove e 11 anos, é comum que reproduzam o pensamento dos pais ou cuidadores. A atual sensação de pessimismo em relação à política atual pode afetar gerações:

– É preciso retomar a condição do ato político para que essa descrença não se reflita em uma sociedade de menor coletividade e com mais individualismo. 

Na televisão
Com frequência, os pequenos ocupam boa parte das campanhas eleitorais. Com o ensejo das eleições, no último mês, a Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos (Abrinq) lançou o movimento #NãoVaiTerColo, que integra o programa Prefeito Amigo da Criança. Amplamente divulgada na internet e na rede aberta de televisão, a entidade faz um apelo aos políticos para que assinem e assumam um compromisso com a saúde, educação e proteção das crianças. Enquanto o candidato não assinar, #NãoVaiTerColo.


 
 

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