Agências lotéricas registraram enormes filas nesta quarta-feira - Diário de Santa Maria

Greve dos bancários05/10/2016 | 18h30Atualizada em 06/10/2016 | 14h11

Agências lotéricas registraram enormes filas nesta quarta-feira

Impasse entre grevistas e federação prossegue. Clientes se queixam

Agências lotéricas registraram enormes filas nesta quarta-feira Germano Rorato/Agencia RBS
Foto: Germano Rorato / Agencia RBS
Pâmela Rubin Matge
Pâmela Rubin Matge

pamela.matge@diariosm.com.br

No dia em que a greve dos bancários completa um mês, pelo menos 56 agências estão paralisadas parcial ou totalmente em Santa Maria e região. Em função disso, o que se vê são longas filas nas lotéricas e autoatendimentos. Clientes têm de driblar a burocracia para o pagamento de faturas por meio da internet, ir a terminais eletrônicos em dias diferentes (para driblar o limite máximo por saque) e reorganizar o pagamento das contas, sejam elas corporativas ou domésticas.

– No meu banco, dá para tirar no máximo R$ 1,5 mil e as minhas contas vencem todas no dia 2. Desde o dia 30, estou sacando aos poucos. Comecei a construir e preciso pagar a obra. Quero fazer um empréstimo e não consigo – reclama a autônoma Rozenara Montardo, 50 anos. 

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Ela não é a única correntista a se queixar. Nesta quarta-feira, dia de pagamento para parte dos funcionários da inciativa privada, a reportagem do Diário encontrou clientes desgostosos com a continuidade da greve (veja abaixo).

Enquanto isso, bancários e Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) não entram em acordo. No fim da tarde desta quarta-feira, banqueiros discutiriam uma nova proposta em São Paulo.

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A Fenaban oferece 7% de reajuste, mais abono de R$ 3,5 mil para 2016. Para 2017, a proposta é de reposição da inflação pelo INPC mais 0,5% de aumento real, além de vales e auxílios corrigidos pelos respectivos índices. Os bancários reivindicam reajuste de 14,78% (reposição da inflação do período mais 5% de aumento real), valorização do piso salarial, no valor do salário mínimo calculado pelo Dieese (R$ 3.940,24 em junho) e PLR de três salários mais R$ 8.317,90.

Segundo o Sindicato dos Bancários de Santa Maria e Região,  essa é a maior adesão a uma greve já realizada nos 81 anos de história.

O que dizem os clientes

"Eles têm direito, mas há limite, 30 dias já é demais. Eu que não mexo com internet me prejudico, porque tem serviço que só é possível fazer no banco."

Cezar Dorneles, 62 anos, aposentado

"Tem que ter paciência nessa fila. Isso depende do governo, mas é o povo que sofre. O pagamento de boletos é diferente, a greve prejudica tudo."

Maria Alice Silva, 60 anos, dona de casa

"Onde trabalho, há quase um mês, foi feita uma troca de CNPJ, aí pagaram rescisão e o fundo de garantia. Eu estava programado, bem na hora que eu preciso do dinheiro, não tenho como sacar. "

Alisson Casado, 26 anos, frentista

"Não consigo entender: nós professores não conseguimos fazer uma manifestação que nos cortam o salário. Perdi uma licença-prêmio porque não justifiquei duas faltas. E o banco simplesmente para por um mês?"

Luísa Messima, 58 anos, professora estadual

"No meu banco, dá para tirar no máximo R$ 1,5 mil e as minhas contas vencem todas no dia 2. Desde o dia 30, estou sacando aos poucos. Comecei a construir e preciso pagar a obra. Quero fazer um empréstimo e não consigo."

Rozenara Montardo, 50 anos, autônoma

 
 

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